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Força Nacional vigia acesso a fazendas e aldeias em MS

11 jun 2013
18h08
atualizado às 18h21
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Os soldados da Força Nacional de Segurança iniciaram operações de patrulhamento na segunda-feira, em Sidrolândia, a 70 quilômetros de Campo Grande. A Força Nacional foi chamada para atuar no conflito entre indígenas e fazendeiros, que resultou na morte do índio terena Osiel Gabriel, no último dia 30, e no atentado à bala que feriu o índio Josiel Gabriel Alves, seu primo, na última terça-feira.

A previsão era que o efetivo iniciasse suas ações na sexta-feira, mas a Agência Brasil esteve no local e constatou que as tropas ainda não haviam iniciado o trabalho. Ontem, os policiais finalizaram a montagem de cinco postos de controle para monitorar o acesso às fazendas e aldeias na área de conflito. Oito viaturas percorrem a região, onde os índios terenas ocuparam quatro fazendas. Em uma delas, a Fazenda Buriti, eles voltaram a ocupar uma área de 30 hectares.

De acordo com o integrante da comissão criada pelos índios para tratar da questão fundiária, Adão Terra, aos poucos os índios estão retornando para o local. Dois mil índios de nove aldeias participam da ocupação chamada, pelos indígenas, de retomada do território. Eles estão plantando mandioca, milho, abóbora e hortaliças.

"Nós estamos preparando 30 hectares do terreno para plantar. E pretendemos fazer muito mais. Antes estávamos com um espaço de 2.090 hectares, onde convivia toda a comunidade, e não tinha espaço para plantio, nem para nada. Hoje queremos buscar a subsistência para dar a sustentação da família."

Na última quinta-feira, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo anunciou a criação de um fórum para negociar as terras ocupadas por indígenas em Mato Grosso do Sul. A primeira reunião deve acontecer no próximo dia 20.

Agência Brasil Agência Brasil

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