0

Favelas da Região Norte têm piores índices de água e esgoto

21 dez 2011
10h03
atualizado às 10h06
Daniel Favero

Os serviços básicos como energia, coleta de lixo, esgoto e água estão cada vez mais disponíveis aos moradores das favelas brasileiras. A constatação faz parte do levantamento do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre essas áreas.

No geral, o estudo do IBGE mostrou avanços no acesso ao serviços, mas apontou desequilíbrio entre as regiões, como os baixos índices de fornecimento de água e esgoto nos Estados do Norte e na coleta de resíduos no Nordeste. O Censo apontou que 88,3% dos domicílios (2.845.157) tinham abastecimento de água adequado; 67,3% (2.166.674) possuíam esgotamento sanitário adequado, sendo 56,3% ligados à rede geral de esgoto e 11,0% com fossa séptica.

Os números da coleta de lixo foram os melhores do levantamento, no que diz respeito aos serviços básicos. A destinação adequada para esse material ocorria em 95,4% (3.072.121) dos lares localizados em favelas, sendo que 79,8% correspondiam à coleta direta, e 20,2% à coleta indireta através de caçambas de serviço de limpeza. Em relação ao acesso a energia elétrica, 2.341.213 das residências (72,5%) recebiam luz de forma adequada.

Água
As favelas do Norte do País tiveram os piores percentuais de fornecimento adequado de água. Em Rondônia o índice era de 30%, no Acre, 48,7%. A adequação mais elevada foi identificada no Amapá, onde 85,5% das casas eram abastecidas por rede geral.

No Nordeste foram registrados os maiores percentuais de domicílios com abastecimento de água por rede geral. Na Paraíba, o índice era de 98,5%, na Bahia, 98,1%. Os números, no entanto, caem no Maranhão, onde 61,6% das casas tinham ligação de água com a rede, em Alagoas, onde o índice era de 78,8%.

As regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste apresentaram índices com menor discrepância do que o registrado no Nordeste. O menor valor foi computado em Goiás, onde 88,9% tinham acesso a rede de água, e o maior em Minas Gerais, onde o percentual era de 98,3%. No Rio de Janeiro a proporção de adequação era de 91% e em São Paulo 96,3%.

Esgoto
O Norte teve os menores percentuais de domicílios em favelas com esgotamento adequado. No Amapá, Roraima e Tocantins, a adequação não chegou a 8%. No Pará, a adequação era de 51,6%.

No Nordeste, a Bahia se destaca com 86,8% de domicílios adequados, um dos percentuais mais altos do País. Os que tinham os piores índices eram: Alagoas (27,8%), Pernambuco (45,3%), Piauí (44,5%) e Maranhão (46,7%). Mais de um terço dos domicílios com esgotamento sanitário inadequado do País estavam no Nordeste.

O Sul e Sudeste tinham a melhor adequação, com destaques para Minas Gerais (87,2%), Paraná (78,3%), Santa Catarina (77,3%), Rio Grande do Sul (75,0%) e São Paulo (68,4%). No Centro-Oeste o cenário foi considerado heterogêneo, o melhor resultado de adequação foi registrado no Mato Grosso (60,5%) e o pior no Mato Grosso do Sul (27,3%).

Lixo
Os percentuais mais elevados de coleta adequada de lixo em favelas foram constatados nas regiões Sul (94%) e Norte (90,6%). O Centro-Oeste (74,9%), Sudeste (76,2%) e Nordeste (78,5%) apresentavam percentuais mais baixos.

Energia Elétrica
AS proporções mais altas de adequação no fornecimento de energia elétrica foram registrados na região Norte, com destaque para os Estados do Tocantins (74,9%), Pará (74%) e Rondônia (68,8%). Os demais Estados apresentavam percentuais de adequação abaixo de 60% e em Roraima o valor era de apenas 15,8%, o menor do País.

No Nordeste, oito Estados tinham adequação acima dos 75%, com destaque para Ceará (92,8%), Maranhão (91,3%) e Bahia (85,7%). No Sudeste, Minas Gerais tinha a maior proporção (75,4%), e São Paulo, a menor (65,9%). No Sul, o Rio Grande do Sul se destacava pela menor adequação, 54,1%. No Distrito Federal o índice era de 45,3%.

Segundo o levantamento feito pelo IBGE, 6% da população brasileira vive em favelas
Segundo o levantamento feito pelo IBGE, 6% da população brasileira vive em favelas
Foto: AFP
Fonte: Terra

compartilhe

publicidade
publicidade