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'Estou aberto a me reunir', diz Haddad sobre acampados na capital paulista

Manifestantes participam de um protesto por moradia em frente à prefeitura

15 jul 2013
12h54
atualizado às 12h59
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O prefeito Fernando Haddad disse nesta segunda-feira que está aberto ao diálogo com o grupo que pede por moradias e está acampado nesta segunda-feira em frente à prefeitura da capital paulista. “Tenho reuniões frequentes com movimentos por moradia. Semana passada estive reunido com 10 lideranças de movimentos e esse grupo, em particular, não estava representado. Mas estou aberto a me reunir sempre que precisar para explicar que não vou poder destinar 55 mil moradias só para entidades organizadas”, afirmou o prefeito durante visita às obras na Perimetral, em Paraisópolis.

<p>Manifestantes acampam em frente à prefeitura de São Paulo e pedem por moradia</p>
Manifestantes acampam em frente à prefeitura de São Paulo e pedem por moradia
Foto: Bruno Santos / Terra

Protestos por mudanças sociais levam milhares às ruas
Manifestações tomam as ruas do País; veja fotos

Os manifestantes fazem parte do Movimento de Moradia Casa 10 e cobram a administração municipal pela construção de 55 mil moradias populares prometidas por Haddad em sua campanha de governo. Segundo o prefeito, a meta é concluir o número prometido de residências até 2016. 

"Já temos 17 mil (casas) em execução e, até o fim de julho, vamos doar mais terrenos para a Caixa para 3 mil novas unidades. Vamos totalizar, então, novas 20 mil em execução neste mês", afirmou o prefeito. "Não há semana que eu não assine decreto de utilidade pública ou que não ingresse com ação de desapropriação para ter os terrenos necessários para o Minha Casa, Minha Vida", completou.

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País

Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

 

 

Fonte: Terra

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