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Em nota, MPL de São Paulo diz que não suspendeu os protestos

Com a revogação do aumento na capital paulista, o foco agora das manifestações será a tarifa zero

22 jun 2013
09h09
atualizado às 10h36
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O Movimento Passe Livre (MPL),  que articulou e organizou os protestos pela redução da tarifa do transporte público em São Paulo, divulgou nota no final da noite de sexta-feira onde diz que não suspendeu os protestos, após vários de seus porta-vozes afirmarem na sexta-feira que suspenderiam as ações. "Ao longo dos seus oito anos, o MPL nunca deixou de se organizar e sair às ruas, e não vai ser agora que isso vai mudar", informou. Com a redução do valor da tarifa na capital paulista de R$ 3,20 para R$ 3, o foco agora das manifestações será outro. "Sempre afirmamos que a luta contra o aumento ia continuar até a revogação (do valor da passagem). Agora que a tarifa baixou, vamos dar continuidade à luta, pela tarifa zero."

<p>Manifestantes em São Paulo comemoraram revogação do aumento com protesto na quinta-feira</p>
Manifestantes em São Paulo comemoraram revogação do aumento com protesto na quinta-feira
Foto: Rocha Lobo / Futura Press

Protesto contra aumento das passagens toma as ruas do País; veja fotos

De acordo com o comunicado, o MPL se trata de "um movimento social que luta por um transporte verdadeiramente público". O grupo também reforçou que a conquista na redução do valor da tarifa foi resultado da mobilização de todos aqueles que participaram dos protestos. "Nas últimas semanas, a população de São Paulo obteve uma enorme conquista: com sua mobilização na rua, forçou os governantes a retrocederem e revogarem o aumento na tarifa de ônibus, trem e metrô. O povo organizado mostrou que é capaz de vitórias, e há muitas lutas ainda a serem feitas", disse.  

Na sexta-feira, vários porta-vozes do MPL disseram que iriam suspender os protestos por rejeitarem a violência registrada em algumas manifestações. Eles também criticaram os ataques contra membros de partidos políticos que participaram nas caminhadas.

Inicialmente contra o aumento dos transportes públicos, uma medida que foi revertida em várias cidades do País após a onda de protestos, as manifestações em todo o Brasil se referem a uma reivindicação geral contra a má qualidade dos serviços públicos, a corrupção e os gastos milionários com a Copa do Mundo de 2014.

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Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

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A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

Com informações da Agência Brasil.

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Fonte: Terra
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