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22 de maio de 2013 • 20h34 • atualizado às 20h49

Em assembleia, metroviários de SP definem greve para o dia 28

Categoria deve ratificar a decisão em nova assembleia na próxima segunda-feira. Metroviários se dispõem a trabalhar com catracas liberadas

Negociações com o governo devem se estender até a véspera da paralisação
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
  • Vagner Magalhães
    Direto de São Paulo
 

Em assembleia realizada na noite desta quarta-feira, os metroviários de São Paulo decidiram entrar em estado de greve - a partir de hoje - e paralisar os trabalhos na próxima terça-feira, dia 28. A decisão terá de ser ratificada em nova assembleia na segunda-feira, dia 27. Até lá, as negociações com Companhia do Metropolitano de São Paulo e com o governo do Estado devem prosseguir. Os metroviários acenaram com a proposta de trabalhar normalmente, caso as catracas sejam liberadas. O governo do Estado anunciou hoje que, a partir de 2 de junho, a tarifa passa dos atuais R$ 3 para R$ 3,20.

Até esta terça-feira, foram realizadas cinco rodadas de negociações e, de acordo com o sindicato da categoria, as propostas estão abaixo das expectativas. "Vamos fazer uma pressão para que as coisas se resolvam. Mas, concretamente, caso o governo do Estado mantenha essa proposta, que é ruim para os trabalhadores, nós vamos fazer a greve", disse Altino Melo dos Prazeres Júnior, presidente do sindicato dos metroviários.

Prazeres Júnior afirma que na próxima segunda-feira será distribuída uma carta aberta à população, explicando os motivo da greve. "Nós estamos fazendo um desafio para o governo: se o governo, ao invés de colocar ônibus de graça no sistema Paese, botar o Metrô de graça, nós topamos trabalhar normalmente. Porque isso ajudaria a população e faria uma pressão concreta em cima do governo do Estado e da empresa. Se o governo não aceitar, a nossa paralisação vai ser de 100%."

Entre as principais pedidas dos metroviários, estão a reposição de 7,30% de inflação e aumento real de 14,16%, além do reajuste do Vale Alimentação de R$ 318 para R$ 382. A categoria quer também um reajuste de 24,3% no Vale Refeição. "A inflação dos alimentos é muito maior do que a média geral. Eles sabem que é uma proposta (a atual) para a greve. Tem solução, mas depende muito mais do governo."

O sindicato informou que o governo do Estado propôs um reajuste de 5,37% para a reposição da inflação e zero de aumento real. Segundo essa proposta, o índice de 5,37% também serviria para o reajuste dos vales alimentação e refeição. "Temos interesse em negociar e sair bem com o reajuste que acreditamos ser correto. Estamos transportando muito mais gente do que carregávamos antes. O número de usuários aumentou muito e não acompanhou o número de funcionários do sistema. Nos propuseram zero de produtividade. Isso é inaceitável", disse ele.

Sérgio Renato da Silva Magalhães, vice-presidente do sindicato, afirma que não há possibilidade de uma greve parcial. "Ou paramos, ou não paramos." O presidente da entidade concorda e afirma que os riscos de uma greve parcial são maiores para a população. "Paralisação parcial no Metrô causa muito tumulto. É inviável", disse ele.

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