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DF: na onda de SP e RJ, manifestantes criticam Copa e pedem moradias

14 jun 2013
12h08
atualizado às 14h44
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Aproveitando o holofote jogando sobre os manifestantes que protestam pela redução dos preços das passagens de ônibus no Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS) ocupam, desde as 9h30 da manhã desta sexta-feira, parte do Eixo Monumental, em Brasília, e pontos próximos ao Estádio Mané Garrincha, onde a seleção brasileira estreia amanhã contra o Japão pela Copa das Confederações. Os manifestantes queimaram pneus, o que resultou numa densa cortina de fumaça preta, que podia ser vista a metros de distância do local. Apesar disso, o movimento é pacífico e não houve confronto com a polícia.

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Entre os pedidos, está a soltura das pessoas que estão presas desde ontem em decorrência do confronto com a polícia em São Paulo. A lista de reivindicações dos manifestantes tem mais de 10 itens, e inclui: pedido de auditoria externas nas contas do Mané Garrincha e compromisso de não privatização do local, construção de habitações populares, compromisso da Terracap (companhia imobiliária do DF) de suspender licitação de terras públicas para que essas áreas sejam destinadas à construção de moradias populares, construção de mais áreas de lazer no DF, reforma das calçadas da cidade e estruturação dos plantões dos conselhos tutelares, entre outros.

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Os participantes do movimento deixaram o Eixo Monumental e seguiram para o Palácio do Buriti, sede do executivo da capital, onde serão recebidos por um representante do governo. Participam do protesto entitulado "Copa para quem?" desde integrantes da chamada Frente de Resistência Urbana e do Comitê Popular da Copa do DF até membros do Movimento dos Sem Terra. Segundo o coordenador da manifestação, Antonio Magalhães, a revolta é com o valor das obras do estádio, que poderiam ter sido usadas em áreas prioritárias, como saúde, educação, habitação e segurança pública.

Trânsito
Por quase 1h, o trânsito no Eixo Monumental, uma das principais vias do DF, ficou bastante lento, com formação de congestionamentos. Por alguns instantes, todas as seis faixas da via foram bloqueadas pelos manifestantes, o que causou a parada completa do tráfego.

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Na tentativa de evitar novos episódios como esse, tramita na Câmara Legislativa do DF um projeto de lei, de autoria do deputado Cristiano Araújo (PTB), que pretende estabelecer critérios para a realização de manifestações no Eixo Monumental e na Esplanada dos Ministérios.

Segundo a proposta, os deslocamentos de manifestantes não poderão acontecer em horário de maior trânsito (entre 7h e 10h e das 16h às 19h). Além disso, a Secretaria de Segurança Pública do DF deverá ser avisada com pelo menos 48h de antecedência à realização da marcha para que sejam tomadas providências para a segurança dos manifestantes. O governo poderá, ainda, cobrar uma taxa para custear despesas com a limpeza e conservação dos locais onde ocorrerão as manifestações.

Cenas de guerra nos protestos em SP
A cidade de São Paulo enfrenta protestos contra o aumento na tarifa do transporte público desde o dia 6 de junho. Manifestantes e policiais entraram em confronto em diferentes ocasiões e ruas do centro se transformaram em verdadeiros cenários de guerra. Enquanto policiais usavam bombas e tiros de bala de borracha, manifestantes respondiam com pedras e rojões.

Durante os atos, portas de agências bancárias e estabelecimentos comerciais foram quebrados, ônibus, muros e monumentos pichados e lixeiras incendiadas. Os manifestantes alegam que reagem à repressão opressiva da polícia, que age de maneira truculenta para tentar conter ou dispersar os protestos.

Segundo a administração pública, em quatro dias de manifestações mais de 250 pessoas foram presas, mais de 250 pessoas foram presas, muitas sob acusação de depredação de patrimônio público e formação de quadrilha. No dia 13 de junho , vários jornalistas que cobriam o protesto foram detidos, ameaçados ou agredidos.

As passagens de ônibus, metrô e trem da cidade de São Paulo passaram a custar R$ 3,20 no dia 2 de junho . A tarifa anterior, de R$ 3, vigorava desde janeiro de 2011.

Segundo a administração paulista, caso fosse feito o reajuste com base na inflação acumulada no período, aferido pelo IPC/Fipe, o valor chegaria a R$ 3,40. "O reajuste abaixo da inflação é um esforço da prefeitura para não onerar em excesso os passageiros", disse em nota.

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), havia declarado que o reajuste poderia ser menor caso o Congresso aprovasse a desoneração do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para o transporte público. A proposta foi aprovada, mas não houve manifestação da administração municipal sobre redução das tarifas.

Terra

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