Logo que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) reiniciou as atividades, os parlamentares não tardaram em propor projetos de lei que reforçam a fiscalização dos prédios no Estado, tudo graças ao desabamento de semana passada, no centro. Só que o um projeto de lei que poderia ter evitado a tragédia acabou abandonado pela Câmara dos Vereadores.
O Projeto de Lei 1.041, de 2007, obrigaria os administradores de prédios a auto-fiscalizarem a estrutura das construções. De autoria da deputada Aspásia Camargo, então vereadora, a sugestão foi discutida várias vezes na Câmara dos Vereadores, mas acabou caindo no esquecimento por falta de vontade política da bancada governista. A última vez que a Casa abordou o assunto foi no segundo semestre de 2009.
Em seu site, a deputada alfinetou o poder público e disse que, no Rio de Janeiro, a prevenção vem apenas após as tragédias.
Os desabamentos
Três prédios desabaram no centro do Rio de Janeiro por volta das 20h30min de 25 de janeiro. Um deles tinha 20 andares e ficava situado na avenida Treze de Maio; outro tinha 10 andares e ficava na rua Manuel de Carvalho; e o terceiro, também na Manuel de Carvalho, era uma construção de quatro andares. Segundo a Defesa Civil do município, pelo menos 17 pessoas morreram. Cinco pessoas ficaram feridas com escoriações leves e foram atendidas nos hospitais da região. Bombeiros e agentes da Defesa Civil trabalham desde a noite da tragédia na busca de vítimas em meio aos escombros. Estão sendo usados retroescavadeiras e caminhões para retirar os entulhos.



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