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Defensores dos protestos invadem site da Gaviões e pedem: 'vem pra rua'

A página foi hackeada após a Gaviões ter divulgado nota dizendo que não convocaria os torcedores a participar dos atos

15 jun 2013
20h17
atualizado às 20h22
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O site da Gaviões da Fiel foi hackeado neste sábado. A página maior torcida organizada do Corinthians foi substituída por uma mensagem assinada pelo grupo Anonymous Brasil pedindo que a população vá para a rua protestar contra o aumento das passagens de ônibus em São Paulo.

Uma mensagem assinada pelo grupo Anonymous Brasil foi postada no site da Gaviões da Fiel
Uma mensagem assinada pelo grupo Anonymous Brasil foi postada no site da Gaviões da Fiel
Foto: Reprodução

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O texto critica a repressão policial na última manifestação, ocorrida na quinta-feira. "A luta da população contra o aumento das passagens de um transporte que se diz público está cada vez maior e mais forte! Mas a única resposta do governo é uma repressão policial mais truculenta e arbitrária a cada ato", diz o texto.

"Eles querem nos calar, nos separar, nos enfraquecer. Mas nós não deixaremos! Ninguém vai nos deter em nosso direito de nos manifestar até a tarifa baixar! Vem pra rua!", está escrito na abertura da página, que ainda vem acompanhada de um vídeo com cenas que representam a violência policial no ato de quinta.

O site foi hackeado após a Gaviões da Fiel ter divulgado nota, na noite de sexta-feira, afirmando que, apesar de ser a favor dos protestos, não estava chamando ninguém para participar das manifestações.

"Deixamos bem claro que cada um responde pelos seus atos e a entidade não está chamando ninguém para ir ao protesto, pois qualquer veiculação com o nosso nome poderá ser usado contra nós que somos uma torcida organizada, que já sofre por inúmeras retaliações", disse a Gaviões.

Cenas de guerra nos protestos em SP
A cidade de São Paulo enfrenta protestos contra o aumento na tarifa do transporte público desde o dia 6 de junho. Manifestantes e policiais entraram em confronto em diferentes ocasiões e ruas do centro se transformaram em verdadeiros cenários de guerra. Enquanto policiais usavam bombas e tiros de bala de borracha, manifestantes respondiam com pedras e rojões.

Durante os atos, portas de agências bancárias e estabelecimentos comerciais foram quebrados, ônibus, muros e monumentos pichados e lixeiras incendiadas. Os manifestantes alegam que reagem à repressão opressiva da polícia, que age de maneira truculenta para tentar conter ou dispersar os protestos.

Segundo a administração pública, em quatro dias de manifestações mais de 250 pessoas foram presas, muitas sob acusação de depredação de patrimônio público e formação de quadrilha. No dia 13 de junho , vários jornalistas que cobriam o protesto foram detidos, ameaçados ou agredidos.

As passagens de ônibus, metrô e trem da cidade de São Paulo passaram a custar R$ 3,20 no dia 2 de junho . A tarifa anterior, de R$ 3, vigorava desde janeiro de 2011.

Segundo a administração paulista, caso fosse feito o reajuste com base na inflação acumulada no período, aferido pelo IPC/Fipe, o valor chegaria a R$ 3,40. "O reajuste abaixo da inflação é um esforço da prefeitura para não onerar em excesso os passageiros", disse em nota.

Haddad, havia declarado que o reajuste poderia ser menor caso o Congresso aprovasse a desoneração do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para o transporte público. A proposta foi aprovada, mas não houve manifestação da administração municipal sobre redução das tarifas.

Fonte: Terra

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