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Cidade pernambucana registra 42 tremores de terra em 7 dias

9 mar 2010
15h59
atualizado às 16h08
Celso Calheiros
Direto do Recife

O município de Alagoinha, no agreste pernambucano e a 225 km do Recife,registrou 42 pequenos tremores desde o dia 3 de março. O maior deles atingiu 3,2 graus na escala Richter e ocorreu às 20h14 de segunda-feira (08), levando preocupação aos moradores, que deixaram as suas casas com medo. Os fenômenos estão sendo monitorados pelo Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que possui seis estações digitais em cidades pernambucanas.

O último tremor ocorreu às 2h desta terça-feira. Muitos moradores abandonaram novamente as suas casas, depois de ouvirem uma série de ruídos fortes semelhantes a explosões. Depois do trovão, sentiram a terra tremer.

Pesquisadores de Natal estão se dirigindo a Alagoinha para estudar os eventos, procurar suas causas e esclarecer a população sobre o que está acontecendo.

O coordenador do Laboratório de Sismologia, professor Joaquim Ferreira, disse que os tremores são inéditos no município. O técnico em sismologia Eduardo Alexandre Menezes afirmou que os tremores são considerados pequenos, mas são suficientes para assustar as pessoas, por causa dos trovões e de alguns tremores mais fortes. Dependendo da profundidade do epicentro, é possível ocorrerem rachaduras em alguns prédios.

O prefeito de Alagoinha, Maurílio de Almeida, pediu à Defesa Civil do município para verificar as casas de taipa, mais frágeis, na zona rural do município. Não foram constatadas rachaduras nos prédios da área urbana.

A grande expectativa do prefeito é com a chegada do pessoal da UFRN. "Existe muita gente apavorada. E alguns já falam em mudar de cidade", disse. Os técnicos devem chegar ao município no final da tarde desta terça-feira.

Fonte: Especial para Terra
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