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Chuva paralisa cidade e faz Rio ter feriado forçado

6 abr 2010
14h44
atualizado em 8/4/2010 às 12h11
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Luís Pinheiro
Direto do Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro vive um dia de feriado forçado nesta terça-feira. As ruas do centro, normalmente movimentadas durante o dia, estão praticamente vazias. A maior parte do comércio não abriu. Escolas, universidades e serviços públicos também anunciaram que não funcionariam, acatando ao pedido do prefeito Eduardo Paes para que as pessoas que não morassem em áreas de risco permanecessem em suas casas.

No bairro de Botafogo, as ruas ficaram vazias
No bairro de Botafogo, as ruas ficaram vazias
Foto: Luis Pinheiro / Especial para Terra

Até mesmo o clubes de futebol, como Fluminense, Vasco e Botafogo, todos finalistas do Campeonato Carioca, cancelaram os treinos para o dia de hoje. Muitos daqueles que conseguiram chegar ao trabalho tiveram que enfrentar vias alagadas e trânsito complicado. Wallace Silva foi um deles. Ele levou quatro horas para percorrer o caminho entre Jacaré Paguá, onde mora, e a rua Gonçalves Dias, no centro, onde fica a lanchonete onde trabalha.

"Tive que pegar ônibus, mudar para metrô. (...) Mas não adianta, tem que vir trabalhar, né", afirmou Silva. Ele estava entre os cinco funcionários que serviam os pouquíssimos clientes que apareceram no local. Era horário de almoço e não havia ninguém no balcão que costuma ficar lotado. O pernil, o tender e a a carne assada repousavam inteiros na vitrine. "Deu prejuízo hoje. Se eu soubesse, nem abriria", disse Alexandre Gonçalves, gerente da lanchonete.

Na Rio Branco, uma das principais avenidas da cidade, os únicos a tirar algum proveito da situação eram os ambulantes que vendiam guarda-chuvas. Mesmo assim, segundo José Luiz, que instalou sua banquinha na esquina com a avenida Presidente Vargas, reclamava: "Não adianta o tempo estar a favor se não tem gente para comprar".

No centro comercial da Associação dos Empregados e Comércio, o porteiro Irani Santos parecia ser o único a trabalhar. Sua maior tarefa era explicar aos usuários do prédio que os estabelecimentos que eles procuravam não abririam hoje. Dos seis elevadores disponíveis no prédio de 14 andares, só dois estavam funcionando. Não havia movimento suficiente para acionar os demais. "Aqui todo dia é uma loucura, o movimento não pára até as 16h. Hoje não tem ninguém", explicou ele.

O prefeito alertou para que as pessoas que moram em encostas deixem suas casas durante a noite de hoje. A previsão é que a chuva continue com menor intensidade. No entanto, as encostas estão encharcadas e representam risco de deslizamento. Pelo menos 10 mil domicílios no município do Rio de Janeiro estão catalogados pela Defesa Civil como situados em áreas de risco. "Algumas áreas que não eram consideradas de risco passaram a ser devido ao grande volume de chuva registrado.

De acordo com Eduardo Paes, o volume de chuva registrado em 24 horas nas cinco maiores estações de monitoramento da Defesa Civil é superior ao registrado nas enchentes históricas de 1966, 1988 e 1996.

Redação Terra

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