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Chuva interdita e causa estragos no Zoobotânico de Teresina

18 mai 2009
22h05
atualizado às 22h34

Yala Sena

Direto de Teresina


Os animais do Parque Zoobotânico em Teresina, no Piauí, também foram afetados pelas inundações provocadas pela cheia do rio Poti. Por três dias, o parque teve que ser fechado e ativado o protocolo de emergência com as chuvas deste ano.

A chuva alagou diversas áreas do Zoo e a visitação precisou ser suspensa
A chuva alagou diversas áreas do Zoo e a visitação precisou ser suspensa
Foto: Yala Sena / Especial para Terra

Além de problemas como árvores centenárias derrubadas e estruturas danificadas ou destruídas, o parque agora trabalha para recuperar o que foi perdido, e luta contra um novo problema: o lixo que vem das ruas com as fortes chuvas.

Segundo o coordenador de Parques da Secretaria de Meio Ambiente, Semar, Renato Uchôa, o Zoobotânico entrou em protocolo de emergência no dia 20 de abril e foi fechado para visitação por questões de segurança nos dias 27, 28 e 29.

"Agora está mais tranquilo. Não há mais nenhum risco com relação aos animais", garantiu. A área do hipopótamo chegou a ficar inundada. O animal, que tem 7 anos, e seu comedouro precisaram ser retirados. São 170 animais em cativeiro no Zoobotânico.

O protocolo de emergência mantém uma estrutura de barco motorizado, jaulas e tranqüilizantes para deslocamento de animais, e a suspensão de comedouros. Enquanto isso, o Governo trabalha no fechamento dos buracos de uma estrada interna que quase ficou cortada. Os recintos não chegaram a ser danificados, mas um pequeno porto usado foi levado pela correnteza. Cinco mangueiras centenárias não resistiram à força do rio.

O maior problema, no entanto, parece persistir mesmo depois da enchente. A lagoa das capivaras, por exemplo, foi inundada pelas cheias do Poti. Além do rio, a água das chuvas de vários bairros chega agora com muito lixo vindo da avenida Presidente Kennedy. Uchôa relatou que foram necessários três meses para tirar toda a sujeira da lagoa, e o trabalho foi todo em vão. O local está repleto de garrafas de plástico, que precisam ser retiradas uma a uma, de barco.

Mais chuva
De acordo com os números divulgados, nesta segunda-feira, pela Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec) as enchentes já deixaram 236.757 pessoas desalojadas e 117.292 desabrigados. Segundo as informações, 44 pessoas morreram por causa dos desastres em oito Estados: Ceará (15), Maranhão (9), Bahia (7), Alagoas (7), Paraíba (2), Sergipe (2), Pernambuco (1) e Santa Catarina (1).

Os danos causados pelo excesso de chuva atingiram 393 municípios localizados em 13 Estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Acre, Amazonas, Pará e Santa Catarina.

No Nordeste, o Maranhão é o Estado que tem o maior número de municípios atingidos (88), seguidos pelo Ceará (79), Piauí (40), Paraíba (28), Rio Grande do Norte (27), Pernambuco (13), Bahia (11), Sergipe (8) e Alagoas (5).

No Maranhão, existem 63.116 desalojados e 39.651 estão desabrigados. No Ceará, são 35.606 desalojados e 24.609 desabrigados. Na Bahia, o número de pessoas desalojadas chega a 5.436 desalojados e de desabrigados, 2.188. No Piauí e no Rio Grande do Norte, entre desabrigados e desalojados, foram registrados 90.370 e 10.020, respectivamente. E, na Paraíba, são 5.402 desalojados e 1.488 desabrigados. Em Pernambuco, existem 1.082 pessoas que estão desabrigadas ou desalojadas. Em Sergipe a chuva deixou 572 desabrigados e 246 desalojados. Em Alagoas, 538 ficaram desalojados e 494, desabrigados.

Na região Norte, é no Estado do Amazonas onde se encontra o maior número de municípios atingidos, 47, com 50.470 pessoas desalojadas e 9.136 desabrigadas. No Estado do Pará são 35 municípios atingidos pela chuva com 6.275 desabrigados. No Acre, existem 2.105 desabrigados e 1.695 desalojados, em dois municípios atingidos.

Em Santa Catarina, os danos causados pela chuva atingiram 10 municípios e uma população de 3.550 pessoas, deixando 3.333 desalojados e 217 desabrigados.

Fonte: Especial para Terra
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