1 evento ao vivo

Caminhada de lésbicas em SP reúne 800 pessoas na Paulista

25 jun 2011
16h36
atualizado às 18h29
Hermano Freitas
Direto de São Paulo

Teve início às 15h deste sábado a 9ª Caminhada de Lésbicas e Bissexuais de São Paulo na avenida Paulista, evento que tradicionalmente antecede a Parada do Orgulho LGBT. Uma faixa da via foi interditada, no sentido Consolação, para o trânsito. Segundo a Polícia Militar (PM), a manifestação reuniu entre 800 e mil participantes, bem menos do que os 3 mil esperados pela organização. A cantora Vange Leonel participou dos protestos e alertou para a reação "fundamentalista" no Congresso Nacional contra as medidas que favorecem gays.

A 9ª Caminhada Lésbica e Bissexuais de São Paulo aconteceu no sábado anterior à Parada Gay da capital paulista
A 9ª Caminhada Lésbica e Bissexuais de São Paulo aconteceu no sábado anterior à Parada Gay da capital paulista
Foto: Léo Pinheiro / Terra

Integrante da liga lésbica, Marcia Balades, 29 anos, afirmou que o movimento reivindica um tratamento diferenciado para a mulher homossexual e deu como exemplo o suposto preconceito com que ela é tratada ao ir a um consultório médico. "Um ginecologista não pode oferecer um anticoncepcional para uma mulher que claramente não precisa disso por sua opção afetiva", disse. Outra reivindicação das feministas é pelo aborto. Uma encenação com uma atriz e um boneco aludiu à possibilidade de interromper a gravidez.

Bissexual ativista, a secretária paulistana Daniela Furtado, 24 anos, reclamou de preconceito contra sua opção dentro do próprio movimento LGBT. "Percebi que a invisibilidade do bissexual acontece até mesmo com quem combate isso em relação aos gays", disse. Daniela desfilou com uma camiseta na qual está escrito, entre outras coisas, que bissexualismo "não é moda", "não é fase" e "não é homossexualismo".

Alguns participantes da marcha levaram seus cachorros vestidos com as cores do arco-íris, símbolo do movimento LGBT. O analista de sistemas Fabiano Morroni, 29 anos, levou sua cadela São Bernardo Ludmila, que se assustava a cada novo teste com o carro de som. O pastor belga Apolo da gerente Auria Maria da Silva, 40 anos, também desfilou adornado com uma roupinha de arco-íris.

Fonte: Terra

compartilhe

publicidade
publicidade