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Banco disponibiliza crédito especial a lojistas do Mercado Público

Os beneficiados com o crédito terão capital de giro com prazo para pagamento de até 60 meses, com 12 meses de carência

8 jul 2013
18h56
atualizado às 19h01
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O banco Banrisul, do governo gaúcho, anunciou nesta segunda-feira uma linha especial de crédito para os proprietários de estabelecimentos no Mercado Público de Porto Alegre, que está fechado desde o incêndio no sábado (6). Os beneficiados com o crédito terão capital de giro com prazo para pagamento de até 60 meses, com 12 meses de carência, e juros inferiores a 1% ao mês. 

Outras medidas para tentar viabilizar imediatamente a retomada das atividades no mercado serão tomadas a partir de terça-feira.

De acordo com o presidente do banco, Túlio Zamin, a instituição oferece aos lojistas o cartão de crédito do BNDES, com crédito pré-aprovado para o financiamento de máquinas, equipamentos, utilitários e compra de insumos. 

Na quarta-feira (10), a Associação dos Permissionários do Mercado Público da Capital se reunirá com representantes do banco para detalhar as medidas. 

Proprietários estimam perdas de R$ 50 mil 
Sócia do restaurante Telúrico, Marcia Mascarello era uma das poucas pessoas que estava dentro do Mercado Público no momento do incêndio. Ela pintava o estabelecimento, com ajuda de funcionários, quando percebeu um foco de incêndio no restaurante ao lado. Funcionários tentaram abrir a porta do Atlântico na tentativa de apagar o foco com um extintor, mas não obtiverem êxito.
 
"Eu estava com a minha filha, de 10 anos, e minha preocupação era com ela. Fiquei meio perdida procurando, mas ela já tinha descido com a ajuda de outra pessoa. Nesse meio tempo, eu voltei duas vezes para o restaurante, o teto da cozinha caiu”, contou. Márcia e o sócio, Ramiro Lopez, estimam perdas de R$ 50 mil com equipamentos. Eles não tinham seguro.

Nesta segunda-feira, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), garantiu que o Executivo municipal vai acionar a seguradora que cobre o prédio. Fortunati também assegurou que vai ajudar os comerciantes afetados, "tratando os desiguais com medidas desiguais". Os detalhes da cobertura oferecida e valores da apólice de seguro do prédio ainda não foram informados.

Representantes das secretarias da Indústria e Comércio (Smic) e de Obras (Smov) pretendem agilizar os processos de recuperação e retomada das atividades das 110 bancas, já que a maioria não possui seguro próprio. Segundo o vice-prefeito, Sebastião Mello (PMDB), o município vai arcar com despesas provisórias para que permissionários não percam ainda mais mercadorias.

Mercado Público
Um dos principais cartões postais de Porto Alegre, o Mercado Público já registrou outros três incêndios em seus 140 anos de história: em 1912, 1972 e 1979, este último no ano em que foi tombado como Patrimônio Histórico e Cultural do Município. Na década de 1990 o prédio passou por uma restauração em toda a estrutura, que durou sete anos.

Um dia após o Mercado Público de Porto Alegre (RS) sofrer um incêndio de grandes proporções, o prédio histórico no Centro da capital gaúcha foi aberto no domingo para a entrada de policiais e de peritos. Por volta do meio-dia, a Brigada Militar permitiu o acesso de equipes de reportagem à parte interna do Mercado.

Ao entrar no prédio histórico, a primeira impressão era de que o estrago era muito menor do que se previa pelas imagens do fogo veiculadas na noite de sábado. "Quando via as imagens ontem, parecia terra arrasada", disse o secretário da Produção, Indústria e Comércio (SMIC) de Porto Alegre Humberto Goulart, ao entrar no Mercado Público.

Fonte: Terra

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