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12 de setembro de 2012 • 13h00 • atualizado às 13h12

Avião sem asas sai por R$ 32 mil em leilão de bens do tráfico

A aeronave foi arrematada por R$ 32 mil, mas pode valer US$ 100 mil
Foto: Divulgação
 

Daniel Favero
Direto de Porto Alegre

Um avião sem asas foi arrematado por R$ 32 mil no primeiro leilão de bens apreendidos com traficantes, realizado em Porto Alegre, na manhã desta quarta-feira. Além da aeronave, foram leiloados ainda quatro imóveis, jóias e 116 veículos, com lances iniciais que variavam de R$ 200 a R$ 8 mil.

Como o leilão ainda não tinha terminado até o final da manhã, o balanço final só deve ser divulgado no durante a tarde. A expectativa de arrecadação era de R$ 381 mil, mas até o meio-dia, já havia passado de R$ 500 mil.

A aeronave Azetca Piper, modelo PA-23-250, chamava atenção pelas condições em que se encontrava, sem asas e desmontada. O comprador foi o dono de uma oficina de aeronaves Laudelino Duarte, que se manteve firme nos lances desde o início das ofertas, que começaram com o valor de R$ 4 mil.

"Ela está usada e precisa de reparos, mas dá para recuperar, eu tenho uma oficina de conserto de aviões", disse Duarte, ao avaliar que uma aeronave semelhante, em funcionamento, pode custar até US$ 100 mil.

Segundo a organização, o público foi bem maior que o esperado. A expectativa era de 300 pessoas, mas o auditório recebeu aproximadamente 500. Isso fez com que o leiloeiro adotasse uma postura mais didática, lendo todo o edital e esclarecendo dúvidas, o que fez com que o leilão efetivamente começasse por volta das 11h, uma hora depois do horário previsto, gerando muita desistência e manifestações calorosas da platéia.

Boa parte do público era composta por negociantes de veículos e imóveis em busca de um bom preço para revenda. No entanto, alguns reclamavam do alto valor ao qual os lances chegaram, o que prejudicaria a revenda, como afirma o empresário Marcos Correia:

"O leilão está bom, mas os preços estão muito altos, porque muitos dos veículos não têm motor ou têm dívidas. O pessoal se empolgou", disse. No entanto, ele parabeniza iniciativa das autoridades públicas de vender os bens. "Isso é muito bom porque ficam nos pátios virando sucata, poderiam até ser usados pela Polícia Militar, que sofre muito com a falta de viaturas", sugeriu.

O comerciante Wilson José Maria de Souza, veio da cidade de Santiago, a 475 km de Porto Alegre para o leilão. Ele arrematou três veículos, pelos quais desembolsou "R$ 20 mil nesse brincadeira". "Tem que fazer mais desses leilões, é bom para o Estado porque entra dinheiro nos cofres e, ao mesmo tempo, alguém também pode ganhar dinheiro com isso", afirmou.

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