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Auditor suspeito de fraude relata vida de luxo: 'fiquei compulsivo por sexo'

Luís Alexandre Magalhães diz que não poderia recuperar o dinheiro que desviou: 'só se eu bater na porta de um monte de moça por aí'

24 nov 2013
23h55
atualizado às 23h55
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O auditor fiscal Luís Alexandre Cardoso de Magalhães, que confessou ter desviado dinheiro público em um esquema de fraude na prefeitura de São Paulo, afirmou neste domingo que a corrupção lhe bancou uma vida de luxo. "Eu comecei a ficar compulsivo por sexo", disse ele. "Entre hotel, jantar e mulher, já cheguei a gastar R$ 8 mil, R$ 10 mil", afirmou Magalhães, em entrevista ao Fantástico, da TV Globo.

O auditor fiscal Luís Alexandre Magalhães disse que cada suspeito recebia até R$ 70 mil por semana
O auditor fiscal Luís Alexandre Magalhães disse que cada suspeito recebia até R$ 70 mil por semana
Foto: TV Globo / Reprodução

"Eu frequentava alguns locais que eram frequentados por garotas de programa e, às vezes, eu chegava às 16h e saía às 6h, ia em casa, tomava um banho e ia trabalhar", disse ele. A prefeitura estima que o esquema tenha causado prejuízo de R$ 500 milhões em impostos que não foram recolhidos.

De acordo com o auditor fiscal, cada um dos quatro presos por envolvimento na fraude lucrava dezenas de milhares de reais por semana. "Às vezes, era R$ 70 mil. Às vezes, era R$ 30 mil. Às vezes, R$ 40 mil."

Para Magalhães, o dinheiro tinha destino certo: garotas de programa. "Eu nunca tomei vinho de R$ 4 mil, mas já paguei para algumas pessoas que já saíram em capas de revistas R$ 5 mil para mulher", disse.

O auditor alugava um avião particular e viajava, aos finais de semana, para Angra dos Reis (RJ). "Ficava sábado e domingo em alto mar. Voltava, às vezes, segunda de manhã. Fiz isso algumas vezes. Não com as mesmas meninas. Levava uma. Aí, em outra viagem, levava duas."

Magalhães afirmou que ainda não sabe se ele se arrepende de ter cometido os crimes, pois "a ficha não caiu". Segundo ele, mesmo que quisesse, não poderia devolver o dinheiro desviado. "Não teria como. que  e tentar devolver e tal. Não tem como."

Fonte: Terra
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