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Ato pelo impeachment tem grito de CUT “lixo” e aplausos à PM

Manifestação na avenida Paulista, em São Paulo, contou com cerca de 50 pessoas e durou apenas uma hora

13 mar 2015
19h26
atualizado às 21h00
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A manifestação pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) organizada nesta sexta-feira (13), em São Paulo, foi menos expressiva do que se imaginava. O ato contou com cerca de 50 pessoas - durante bom tempo, cerca de dez apenas integravam o grupo de manifestantes. Devido às fortes chuvas que atingiram a região central da capital, o protestos durou apenas uma hora. Quem comandou o evento foi o grupo Revoltados On Line, liderado por Marcello Reis, que, durante seu discurso, fez ofensas a integrantes de movimentos sociais e elogiou (com direito a aplausos) a atuação da Polícia Militar do Estado.

<p>Manifestação do Revoltados On Line segura feixa em inglês que diz "Nós queremos nosso Brasil de volta. Dilma fora"</p>
Manifestação do Revoltados On Line segura feixa em inglês que diz "Nós queremos nosso Brasil de volta. Dilma fora"
Foto: Elisa Feres / Terra

O trio elétrico que levava os organizadores chegou à frente da Petrobras, na Avenida Paulista, por volta das 17h. Após entoarem gritos de guerra como “o PT roubou” e “nossa bandeira nunca será vermelha”, todos – a maioria deles vestidos de verde e amarelo – cantaram o hino nacional, fizeram uma oração e ouviram atentos ao discurso de Marcelo.

“O que a CUT está fazendo dentro da Petrobras? A Petrobras não é da CUT, a Petrobras é do Brasil. A Petrobras não é depósito de lixo. Isso têm que sair daí. Bando de lixo”, disse, apontando para bandeiras de manifestantes do ato anterior (em defesa da estatal, realizado no local horas antes) que permaneciam por lá. Eles não reagiram às ofensas.

Segundo o líder, aquele foi apenas um "esquenta" para o ato do próximo dia 15, quando estarão presentes também membros do Movimento Brasil Livre e do Vem Pra Rua. “Queria convidar todos vocês. É muito importantes estarem aqui. Vários movimentos estarão, incluindo Brasil Livre, Vem pra Rua, Revoltados On Line, intervencionistas... e tantos outros. Vem até o Solidariedade, se não me engano”, disse ele.

“O mais importante é fazermos protestos pacíficos e ordeiros. Peço para que não comprometam nossa cidade. Somos ameaçados sempre. Muita gente teve medo de vir hoje. Mas não precisa ter medo. Nós confiamos na Polícia Militar do Estado de São Paulo. Uma salva de palmas para a PM de SP”, pediu, sendo obedecido por todos. “Eles são homens honrados. São mulheres honradas. Confiamos muito. É uma das melhores polícias militares do Brasil”, finalizou.

<p>Cerca de 50 pessoas participaram do protesto</p>
Cerca de 50 pessoas participaram do protesto
Foto: Elisa Feres / Terra

Por volta das 18h, o temporal fez com que o ato fosse encerrado antes do horário planejado e todos se recolheram. 

“Somos coxinhas”
Em determinado momento da tarde, o discurso de Marcelo foi interrompido por uma manifestante que se aproximou do trio exibindo nas mãos um sanduíche. De acordo com ela, os organizadores do ato anterior estavam distribuindo comida pela avenida para conseguirem um número maior de participantes. “O que é isso? Pão com mortadela? Não é nosso. Nós somos coxinhas”, afirmou ele, em tom e ironia.

'Não somos golpistas', diz defensor de impeachment
Fonte: Terra
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