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Após protestos, PT culpa PSDB por manutenção da tarifa do ônibus

14 jun 2013
15h17
atualizado às 15h26
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O diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) de São Paulo divulgou nesta sexta-feira uma nota sobre as condições do transporte público na cidade. Apesar de ser administrado pelo petista Fernando Haddad, o sistema de ônibus foi criticado pelo partido, que classificou como “péssimas as condições de transporte” e citou o “descaso com a mobilidade urbana na cidade de São Paulo nos últimos anos”.

<p>Manifestação parou o centro de São Paulo nesta quinta-feira</p>
Manifestação parou o centro de São Paulo nesta quinta-feira
Foto: Gabriela Biló / Futura Press

Sobre a possibilidade de diminuir a tarifa, o partido culpou o PSDB de Geraldo Alckmin. “A presidente Dilma já deu o primeiro passo, desonerando o transporte público do pagamento do PIS-COFINS. Precisamos avançar mais. O Estado de São Paulo pode e deve desonerar o ICMS do diesel para o transporte publico, permitindo abaixar ainda mais a tarifa”, comunicou.

O discurso vem em meio às criticas despejadas sobre Haddad, que declarou que a tarifa de ônibus, hoje fixada em R$ 3,20, não irá diminuir. Não discordando dos movimentos populares, o PT também culpou as administrações anteriores pela situação do transporte público. “Foram nas gestões petistas na cidade que tivermos os maiores avanços nesta área, tais como Bilhete Único (que permitiu a maior economia da historia para os usuários frequentes do sistema de ônibus), corredores de ônibus, integração com os Terminais, enfim uma efetiva prioridade para um sistema público eficiente e mais barato para o usuário”, disse a nota.

No manifesto, o partido ainda criticou a ação violenta da Polícia Militar, que é comandada pelo governo do Estado. “Repudiamos a ação truculenta e sem dialogo da Polícia Militar do Estado de São Paulo, que tem sido a mesma nas greves de Professores do Estado, da Saúde, dos movimentos populares em geral, sob o comando das gestões do PSDB no Estado”, disse o texto, atacando a gestão tucana.

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Reajuste
Mais uma vez o partido afirmou que o reajuste foi necessário e que foi abaixo da inflação acumulada nos últimos meses. “Pela primeira vez nos últimos anos o reajuste da tarifa foi muito abaixo da inflação, exigindo um enorme esforço orçamentário da prefeitura que levará a um subsidio recorde de mais de 1,2 bilhões de reais. O prefeito cumpriu o que prometeu na campanha: reajustes abaixo da inflação.”

Negando uma indisposição com os manifestantes, o comunicado petista encerrou dizendo que o prefeito Haddad tem a disposição para negociar uma pauta de melhoria do transporte público, mas que para isso acontecer, é preciso um “desarmamento de espíritos e a busca do diálogo”.

Alckmin respalda ação da PM
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, respaldou nesta sexta-feira, em entrevista à Globo News, a ação da Polícia Militar na repressão aos protestos contra o aumento das tarifas do transporte público na cidade.

Apesar de admitir que "eventuais abusos da polícia serão investigados com rigor", Alckmin relatou que a ação foi justificada pelo "rastro de destruição" provocado pelos manifestantes, que, se não fossem contidos, poderiam causar maiores danos ao patrimônio e colocar em risco a segurança da população. "Se não fosse a polícia, a destruição poderia ser bem maior", disse.

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Segundo Alckmin, a manifestação da noite de quinta-feira foi "deliberadamente violenta" e teria motivações políticas por trás da reivindicação de redução no preço das passagens. "É uma minoria que faz o trabalho político, e não é só em São Paulo, é generalizado, cuja marca dessa minoria tem sido a violência", acusou.

Questionado sobre a postura da polícia nos protestos que estão programados para os próximos dias, o governador afirmou que não haverá mudanças. "A orientação sempre é garantir o direito de ir e vir da população, preservar o patrimônio, garantir a segurança das pessoas. A polícia faz isso todo dia. Nós temos manifestações em São Paulo permanentemente. Agora uma coisa é manifestação, outra coisa é vandalismo. (...) O que é inaceitável é violência, destruição do patrimônio, colocar as pessoas em risco. E isso a polícia não pode aceitar", declarou.

Cenas de guerra nos protestos em SP
A cidade de São Paulo enfrenta protestos contra o aumento na tarifa do transporte público desde o dia 6 de junho. Manifestantes e policiais entraram em confronto em diferentes ocasiões e ruas do centro se transformaram em verdadeiros cenários de guerra. Enquanto policiais usavam bombas e tiros de bala de borracha, manifestantes respondiam com pedras e rojões.

Durante os atos, portas de agências bancárias e estabelecimentos comerciais foram quebrados, ônibus, muros e monumentos pichados e lixeiras incendiadas. Os manifestantes alegam que reagem à repressão opressiva da polícia, que age de maneira truculenta para tentar conter ou dispersar os protestos.

Segundo a administração pública, em quatro dias de manifestações mais de 250 pessoas foram presas, mais de 250 pessoas foram presas, muitas sob acusação de depredação de patrimônio público e formação de quadrilha. No dia 13 de junho, vários jornalistas que cobriam o protesto foram detidos, ameaçados ou agredidos.

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As passagens de ônibus, metrô e trem da cidade de São Paulo passaram a custar R$ 3,20 no dia 2 de junho. A tarifa anterior, de R$ 3, vigorava desde janeiro de 2011.

Segundo a administração paulista, caso fosse feito o reajuste com base na inflação acumulada no período, aferido pelo IPC/Fipe, o valor chegaria a R$ 3,40. "O reajuste abaixo da inflação é um esforço da prefeitura para não onerar em excesso os passageiros", disse em nota.

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), havia declarado que o reajuste poderia ser menor caso o Congresso aprovasse a desoneração do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para o transporte público. A proposta foi aprovada, mas não houve manifestação da administração municipal sobre redução das tarifas.

Fonte: Terra

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