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Após decisão da Justiça, 3 membros do Black Bloc deixam presídio no RJ

13 set 2013
15h35
atualizado às 15h35
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<p>Pris&atilde;o de membros do Black Bloc motivou protestos no Rio de Janeiro</p>
Prisão de membros do Black Bloc motivou protestos no Rio de Janeiro
Foto: Reynaldo Vasconcelos / Futura Press

A Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap) confirmou que os três membros do Black Bloc presos no dia 4 de setembro, em operação da Polícia Civil, deixaram o presídio nesta sexta-feira. A soltura ocorreu um dia após a Justiça do Rio de Janeiro determinar o relaxamento das prisões.

Daniel Guimarães Ferreira, Henrique Palavra Vianna e Jahn Gonçalves Traxler, que teriam ligações com o movimento Black Bloc, foram detidos em flagrante no dia 4 e indiciados por formação de quadrilha armada e incitação à violência. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), o Ministério Público do Estado não apresentou denúncia contra os indiciados e se manifestou, nos autos, pelo relaxamento das prisões e pelo prosseguimento das investigações.

Ao serem presos, os três assumiram a responsabilidade pela administração do perfil do movimento Black Bloc no Facebook. No dia 4 de setembro, a chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegada Martha Rocha, afirmou que os detidos participaram de atos de vandalismo durante manifestações nos últimos meses. Além do trio, dois adolescentes foram apreendidos nas diligências realizadas em Niterói, São Gonçalo, Tribobó e na zona norte do Rio.

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus. A mobilização surtiu efeito e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas – o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. "Essas vozes precisam ser ouvidas", disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

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Fonte: Terra
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