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Após 2 anos de reforma, pedradas racham vitrais da catedral de Brasília

21 jun 2013
00h21
atualizado às 00h29
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Depois de tentarem invadir o Congresso e o Itamaraty, depredarem o palácio do Ministério das Relações Exteriores (quebrando 25 vidraças) e deixarem um rastro de destruição na Esplanada dos Ministérios, o alvo dos vândalos misturados à manifestação em Brasília foi a Catedral Metropolitana da cidade, uma das obras do arquiteto Oscar Niemeyer. 

<p>A Catedral Metropolitana de Brasília foi alvo de pedras e teve seus vitrais quebrados</p>
A Catedral Metropolitana de Brasília foi alvo de pedras e teve seus vitrais quebrados
Foto: Gustavo Gantois / Terra

Eles atiraram pedras e conseguiram rachar os vitrais da Catedral, além de picharem todo o local. O pároco da Catedral, George Albuquerque, manifestou tristeza e surpresa com a ação dessas pessoas. O monumento passou por reforma nos últimos dois anos e ficou fechada durante quatro meses para a troca dos vitrais. Ela foi reaberta em dezembro do ano passado com uma missa.

“Não cabe, em um momento desses, de manifestação democrática, o vandalismo. É uma ação que não corresponde à cidadania, ao direito de cada um de nós de manifestar aquilo que deseja alcançar pelos seus direitos. Ficamos tristes como igreja, como catedral, com essa ação. Passaram dos limites, porque quando ocorre o vandalismo numa manifestação democrática é a inconsciência plena, é o extremo de todo o ser humano de toda a nossa ação. A gente entristece com isso, não corresponde com aquilo que levamos como direito e como vida. Isso não cabe como democracia, o vandalismo não entra”, desabafou o pároco.

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Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

O grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

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Fonte: Terra
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