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Alckmin: Billings pode abastecer Guarapiranga e Alto Tietê

Sobre o sistema Cantareira, governador de São Paulo disse que não há previsão de usar a 3ª cota do volume morto

21 jan 2015
18h34
atualizado às 19h20
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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta quarta-feira que poderá usar água da represa Billings para abastecer os sistemas Guarapiranga e Alto Tietê, que também sofrem as consequências da seca. Juntos, os dois sistemas são responsáveis pelo fornecimento de água de quase 10 milhões de pessoas na Grande São Paulo.

<p>Reservatório Guarapiranga em foto de novembro de 2014</p>
Reservatório Guarapiranga em foto de novembro de 2014
Foto: Paulo Whitaker / Reuters

“O trabalho vai ser em torno da represa Billings, porque a Billings é maior que o Cantareira, tem 1,2 bilhão de metros cúbicos e está com mais de 50% da reserva. Então pode ajudar o Guarapiranga e o Alto Tietê”, disse Alckmin durante um evento em Taboão da Serra (Grande SP).

O sistema Guarapiranga, que atende mais de 5 milhões de pessoas, opera com 38,2% de sua capacidade nesta quarta-feira. No Alto Tietê, que abastece 4,5 milhões de paulistas, a situação é mais crítica: o nível do sistema está em 10%.

Segundo Alckmin, a represa Billings já abastece o sistema Guarapiranga, e a ideia é aumentar a vazão. "A Billings já atende o Guarapiranga através de um braço chamado Taquecetuba. Nós vamos aumentar (a vazão). Acho que podemos colocar mais um metro cúbico por segundo da Billings para a Guarapiranga e quatro metros cúbicos por segundo para o Alto Tietê", afirmou.

Um dos maiores problemas da proposta é água poluída da represa Billings, contaminada por despejo de esgoto.  O governador não deu detalhes de como nem quando seria feita a mudança, mas o Palácio dos Bandeirantes informou que a proposta está sendo estudada pela Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo (Sabesp).

Cantareira
A captação de água da represa Billings não resolve o problema do Cantareira, que atende mais de 6 milhões de pessoas e está à beira do colapso, com 5,5% de sua capacidade. Nesta terça, o governador disse que ainda não há previsão de usar a terceira cota da "reserva técnica" - conhecida como "volume morto".

"Não tem nenhuma previsão e nós não pretendemos utilizá-la por enquanto", afirmou o tucano.

Fonte: Terra
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