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Roma: manifestação em apoio a protestos reúne brasileiros no Coliseu

21 jun 2013
17h26
atualizado às 17h38
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"Estamos distantes mas não inoperantes". Esse foi um dos lemas da manifestação da comunidade brasileira em Roma, na Itália, que aconteceu no final da tarde desta sexta-feira, no Coliseu. De acordo com a polícia municipal, cerca de 200 pessoas participaram do ato que reuniu não só os brasileiros residentes na capital italiana, mas também brasileiros de passagem pela cidade.

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Brasileiros em frente ao Coliseu, em Roma, em apoio aos protestos no País
Foto: Rafael Belicanta / Especial para Terra

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A manifestação foi marcada pelo Facebook dentro daquilo que já acontece em toda Europa no grupo Democracia sem Fronteiras, em apoio aos protestos no Brasil. Joventina dos Santos, 36 anos, é natural do Paraná e disse ao Terra que veio para a manifestação porque pretende voltar em breve para o Brasil e porque, mesmo morando longe, seu coração continua lá.

Marcelo Oliveira, da Bahia, mora há oito anos em Roma. Para ele, quando vê esse tipo de manifestação, passa a dar mais valor ao País. "Somente quando estamos fora percebemos que não existe lugar como o país da gente." 

Meire Vasconcelos e Elba Macedo, ambas de Salvador, moradoras de Roma há cinco anos, protestaram contra a violência que assola o Brasil, não somente durante as recentes manifestações. "Enfrentamos um preconceito absurdo por sermos imigrantes aqui, e é muito difícil. Mas quando penso na violência no meu país, apesar de ter muita vontade de voltar, penso duas vezes", desabafou.

Toda a manifestação aconteceu em clima de ordem. Os organizadores tiveram a licença da prefeitura de Roma para poder realizar a manifestação no principal cartão postal da Itália. Em um comunicado que o grupo entregou à imprensa, constavam as motivações para o ato, que lembram a origem do movimento no Brasil.

"O Movimento Passe Livre foi quem organizou as manifestações e também foi ele quem mais sofreu com a repressão policial. Por isso, estamos aqui para deixar o nosso apoio a esses representantes do povo que, com bravura e muito sangue, conquistaram as primeiras reduções das tarifas."

João Vitor Xavier, um dos organizadores do grupo, disse que houve algumas reuniões para definir as diretrizes da manifestação. "Tudo para que não pensem que o nosso movimento não tem uma causa." Entretanto, não faltaram cartazes manifestando as mais diversas opiniões sobre o que os brasileiros gostariam de ver mudar no Brasil.

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

O grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

 

Fonte: Especial para Terra
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