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CGU: divulgação de salários permite fiscalizar o dinheiro público

29 mai 2012
18h09
atualizado às 18h18

A publicação dos salários dos servidores civis do Poder Executivo no Portal da Transparência do Governo Federal, prevista para começar a partir de 30 de junho, "visa a apenas mostrar ao cidadão a aplicação do dinheiro com que ele paga os impostos", explicou nesta terça-feira o ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage.

Por fim, o número da denúncia é gerado; para o eleitor acompanhar o seu andamento
Por fim, o número da denúncia é gerado; para o eleitor acompanhar o seu andamento
Foto: Terra

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A relevância em publicar os salários é, segundo Hage, fazer com que a população tenha conhecimento de toda a aplicação do dinheiro público. "Deve ser um princípio, mostrar transparência, e só pode haver exceção nas despesas públicas quando elas coloquem em risco a segurança do Estado ou nos casos em que o sigilo bancário esteja garantido por leis específicas", afirmou o ministro.

Ele lembrou que a portaria interministerial publicada na segunda-feira no Diário Oficial da União determina um cronograma para a disponibilização desses dados. Outros prazos são 30 de julho, para divulgação das verbas remuneratórias do pessoal das Forças Armadas, e 30 de agosto, para as verbas indenizatórias dos servidores civis e militares, relativas a hora-extra, vale-refeição e diária, entre outras.

A corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Eliana Calmon, revelou que "há desembargadores no País que chegam a ganhar até R$ 120 mil por mês e há juízes que ganham R$ 80 mil, R$ 60 mil ou R$ 40 mil". Ela completou afirmando que no Poder Judiciário haveria muita resistência em se dizer quanto se ganha.

O valor máximo é o que recebe, hoje, um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). "Não é novidade encontrar no topo da administração pública salários de R$ 26 mil. O problema é saber onde esse teto está sendo ultrapassado no Poder Executivo", explicou Hage.

Agência Brasil Agência Brasil

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