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Caso Richthofen
Quarta, 31 de janeiro de 2007, 17h20  Atualizada às 13h27
Presa com ordem para matar Suzane é transferida
 
Érica Daguano
Direto de Ribeirão Preto
 
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Foi transferida no início da noite de terça-feira da penitenciária feminina de Ribeirão Preto, no interior do Estado de São Paulo, a presa Elaine Cristina Ferreira de Oliveira, 26 anos. Ela é acusada pelo Ministério Público (MP) de ter ordem para matar Suzane von Richthofen quando as duas estavam presas em Rio Claro.

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Elaine chegou em Ribeirão Preto em julho do ano passado e foi transferida para o Centro de Ressocialização de Rio Claro. Em depoimento ao Ministério Público de Ribeirão Preto, Eliane afirmou que um grupo de criminosos ordenou que ela matasse a jovem, condenada a 39 anos de prisão pela morte dos pais.

De acordo com o promotor Eliseu José Berardo Gonçalves, para não cumprir a determinação, a mulher pediu transferência do Centro de Ressocialização de Rio Claro para Ribeirão Preto em julho, alegando que queria ficar perto da família. "Ela teria recebido a recomendação para matar Suzane, mas me disse que não faria isso", contou o promotor.

Dois meses depois, Suzane chegou a Ribeirão. Apesar de cumprirem pena na mesma prisão, as duas mulheres não tiveram contato. Suzane estava no seguro e a presa no pavilhão habitacional. Depois do depoimento, o promotor decidiu pedir a progressão de pena da presidiária que teria a "missão" de matar Suzane na cadeia. Condenada a 7 anos de prisão por roubo, ela tem direito ao benefício porque já cumpriu um terço da pena.

O promotor também investiga a denúncia de maus-tratos a presas do seguro. O local abriga Suzane, a advogada de Marcola, Maria Cristina Rachado, e mais 18 detentas que são obrigadas a ficar separadas das outras porque têm dívidas com as colegas.

Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos e 6 meses de prisão pelo assassinato dos pais, também poderá deixar a penitenciária de Ribeirão ainda nesta quarta-feira. Na segunda, a Justiça autorizou a transferência da presa. Ela estaria recebendo ameaças de morte na penitenciária. O destino de Suzane é mantido em sigilo.


 
Redação Terra