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Caso Richthofen
Segunda, 24 de julho de 2006, 07h04  Atualizada às 07h44
Caso Richthofen: 2 jurados negam confusão em voto
 
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Dois dos sete jurados que participaram do júri de Suzane von Richthofen e dos irmãos Daniel e Christian Cravinhos afirmaram ontem que não se confundiram ao votar sim ou não nos 58 quesitos apresentados pelo juiz Alberto Anderson Filho. Suzane quase foi absolvida pela morte do pai. Os jurados entenderam, em duas questões, que ela foi coagida pelo ex-namorado Daniel. No caso da mãe, votaram que não. No final, os três foram condenados pelo assassinato dos pais da jovem, Manfred e Marísia von Richthofen.

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A professora e advogada Cleide Clares, 49 anos, disse ao jornal O Estado de S. Paulo que o juiz explicou detalhadamente cada pergunta na sala secreta, onde se reuniram todos os jurados. Cleide afirmou que ele leu cada questão, como já havia feito no plenário, depois fez o mesmo usando uma linguagem popular. Ainda assim, definiu, em cada uma, a quem o jurado beneficiaria se respondesse sim ou não. "Quando ele estava na metade dos quesitos, até começou a perder a voz de tanto que lia e explicava", disse.

A aposentada Iolanda de Oliveira Toledo, 53 anos, disse que as perguntas não foram confusas. "Tenho certeza de que não fiz confusão, estava claro". Ela acredita que os jurados estavam cansados, mas atentos ao momento. "Era o mais importante de tudo que já havia se passado".
 

Redação Terra