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Os advogados de Suzane von Richthofen, 22 anos, pedirão a anulação da sentença que a condenou a 39 anos e seis meses de prisão pelo assassinato dos pais dela, Marísia e Manfred. O pedido será feito nos próximos cinco dias e a resposta da Justiça deve sair em cerca de um mês, segundo expectativa do advogado Mauro Nacif, defensor da jovem.
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Nacif explica que a proposta de anulação partiu do colega Mário Sérgio de Oliveira, que também defende Richtofen. "Ele (Mário Sérgio de Oliveira) disse claramente que os jurados queriam absolver Suzane", explica Nacif, que não concorda com o pedido, mas não quer contrariar um integrante de sua equipe.
O pedido de anulação vai ser baseado na votação do júri, que por pouco não absolveu Suzane da morte do pai. Quando questionados se a jovem foi psiquicamente coagida pelo namorado, 4 jurados votaram sim e os outros 3, não. O resultado foi o mesmo quando perguntaram se ela poderia ter resistido à coação.
Porém, diz Nacif, "quando a votação foi pela parte da mãe, não foi abordada a coação do Daniel". Nesse caso, a decisão foi mais ampla: 6 jurados votaram pela condenação e apenas 1, não.
Daniel e Christian Cravinhos, porém, foram condenados de forma unânime em relação aos dois homicídios. Para a acusação, a explicação para a discrepância é o cansaço do júri.
"Eles erraram porque estavam muito cansados", disse o promotor Roberto Tardelli. Ele explicou que a votação começou pelos irmãos Cravinhos, quando o voto "sim" significava sempre a condenação.
Na hora de votar os quesitos relativos a Suzane, havia inversões, isto é, era necessário votar "não" para condená-la. Após cinco dias de sessões, alegou Tardelli, eles teriam se complicado.
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