| Vagner Magalhães/Terra |
 O advogado Mauro Otávio Nacif mostra artigo sobre o caso |
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O tão esperado "argumento-bomba" prometido pelo advogado de Suzane von Richthofen Mauro Otávio Nacif, que mudaria o rumo do julgamento, não foi apresentado. O advogado havia dito que, a oito minutos do final de sua da tréplica do julgamento, contaria uma "história" que seria um "desabafo de tudo". O único ponto diferente a ser colocado em questão foi o fato de Nacif convidar os jurados a fazer uma visita à carceragem do fórum.
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A visita foi cogitada depois que o advogado informou que, em 4 de fevereiro de 2003, os irmãos Cravinhos teriam sugerido a Suzane que ela dissesse que era estuprada pelo pai e que o irmão sofria atentado violento ao pudor. A conversa teria ocorrido na carceragem do Fórum, em celas próximas.
Nacif disse que queria uma visita à carceragem do Fórum para provar que é possível a comunicação no local. Um dos jurados pediu para ver a carceragem e foi encaminhado ao local. Os demais permaneceram na sala do júri.
No primeiro dia de julgamento, na segunda-feira, Nacif provocou suspense dizendo que teria um argumento para a apresentar ao final do julgamento que deveria surpreender a todos.
"Vou fazer um desabafo de tudo, explicando tudo nos mínimos detalhes. Os jornais dizem que ela tinha 19 anos na época do crime, ela tinha 18", afirmou Nacif em entrevista coletiva.
Segundo ele, essa "bomba" não seria um documento ou sequer uma carta psicografada, mas sim "uma história" que ele irá contar no final do julgamento. Porém, a "história" foi considerada um "blefe" da defesa de Suzane.
Na quarta-feira, para rebater o clima de suspense provocado por Nacif, o auxiliar da promotoria Nadir de Campos Júnior, disse que também apresentaria "uma bomba" no julgamento. Ele se referia ao novo depoimento de Cristian Cravinhos, que voltou atrás e assumiu ter participado do assassinato, matando Marísia a golpes de bastão.
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