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Caso Richthofen
Sexta, 21 de julho de 2006, 18h48  Atualizada às 19h01
Defesa de Suzane chama Daniel de "mau-caráter"
 
Vagner Magalhães
Direto de São Paulo
 
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A assistente de defesa de Suzane von Richthofen, Eleonora Nacif, disse que o ex-namorado da jovem, Daniel Cravinhos, trata-se de um "mau caráter". "O problema de Suzane foi ter se apaixonado por um mau caráter", afirmou. A defesa de Suzane tenta provar que a idéia de matar os pais dela, Manfred e Marísia, surgiu de Daniel e que a jovem foi influenciada pelo namorado a cometer o crime.

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Eleonora afirmou que Daniel cometeu vários delitos antes do crime. Ela citou, entre outros, adulteração de seguros de veículos, falsificação de documentos e fabricação de bombas caseiras. A assistente ainda frisou que foi Daniel quem induziu Suzane ao consumo de drogas. "Suzane foi seqüestrada psiquicamente por Daniel", disse.

O advogado Mário Sérgio de Oliveira ressaltou que a diferença de idade entre Suzane e Daniel contribuiu para que ele exercesse uma influência sobre ela. "Daniel era uma pessoa que já conhecia a vida, enquanto Suzane era inocente, trancada em uma redoma, quando os dois se conheceram", afirmou. Daniel tem 26 anos e é quatro anos mais velho que Suzane.

De acordo com o outro advogado de Suzane Mauro Otávio Nacif, Suzane conheceu o "verdadeiro Daniel" no dia 4 de fevereiro de 2004, data de um de seus depoimentos à Justiça. "Foi nesse dia que caiu a ficha dela, que ela conheceu quem era o verdadeiro Daniel", disse Nacif.

Segundo Nacif, naquele dia eles ficaram numa carceragem, em celas próximas. Foi nesse dia que os irmãos Cravinhos sugeriram para que ela dissesse que era estuprada pelo pai e o irmão sofria atentado violento ao pudor. A história, segundo Nacif, foi contata a ele pela própria Suzane.
 

Redação Terra