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O advogado de defesa de Suzane von Richthofen, Mauro Otávio Nacif, diz em sua tese de defesa que quer provar que a idéia do assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen foi de Daniel Cravinhos. Nacif afirmou que a principal questão do julgamento é de quem partiu a idéia para a morte do casal.
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"Alguma pessoa teve essa idéia. Eu vou provar para vossas excelências de que a idéia é de Daniel", disse Nacif. O advogado, que lê parte dos autos, cita um trecho do depoimento de Cristian Cravinhos. "Quem deu a idéia foi o meu irmão Daniel", diz o trecho.
Nacif ainda citou uma frase da acusação para defender a sua cliente Suzane. "O promotor disse que o crime foi cometido pelo cérebro e a coragem. É verdade. O cérebro foi de Daniel e a coragem de Cristian", disse.
"Se a Suzane não tivesse ido ao Ibirapuera e conhecido o Daniel aos 15 anos e 18 meses, hoje ela estaria ao lado de seus pais", afirmou o advogado.
Segundo Nacif, Daniel estava acostumado com as "mordomias" dadas por Suzane. "Essa moça era milionária, já tinha o dinheiro da família", disse Nacif, lembrando que Suzane e Andreas tinham acesso ao dinheiro da família "à vontade".
Usando uma lousa, o advogado desenhou uma planta do segundo andar da carceragem onde os Cravinhos e Suzane ficaram detidos num primeiro momento após o crime. Nacif quer usar o benefício da dúvida para livrar sua cliente da condenação.
"Se houver uma dúvida mais forte, vocês devem escolher a versão da ré", disse. "Quem chegar à conclusão que a idéia foi de Suzane deve condená-la. Mas quem achar que a idéia não foi dela, deve pesar isso", completou Nacif.
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