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A advogada dos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, Gislaine Jabur, buscando uma pena menor aos seus cliente, afirmou na tese de defesa que Daniel e Cristian não tiveram a intenção de serem cruéis no assassinato de Marísia e Manfred von Richthofen.
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"A crueldade adveio da própria arma. Eles não pensaram em ser cruéis. O resultado foi cruel em decorrência da forma usada. Não da intenção de Cristian e Daniel", disse Gislaine.
A defesa ainda tentou convencer que as toalhas colocadas nos rostos do casal não tinham como intuito a asfixia (o que agravaria a pena), apesar de terem provocado isso.
"Os laudos mostram que os dois morreram por traumatismo craniano e não por asfixia", completou Gislaine.
A intenção da defesa dos Cravinhos é tentar atenuar os agravantes do crime, para tentar diminuir a pena. Os advogados pedirão a condenação dos dois irmãos, mas querem que a pena corresponda à exata participação de cada um deles no assassinato.
No entanto, o advogado Adib Geraldo Jabur concorda que não há como negar que não houve como as vítimas se defenderem diante do ataque dos irmãos. "E há uma qualificadora que eu não vou discutir, que é a incapacidade de as vítimas se defenderem," completou.
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