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Caso Richthofen
Sexta, 21 de julho de 2006, 16h33  Atualizada às 17h25
Defesa quer que Cristian responda só por uma morte
 
Vagner Magalhães
Direto de São Paulo
 
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A advogada de defesa de Cristian Cravinhos Gislaine Jabur afirma que o seu cliente não pode ser acusado por dois homicídios. "Em nenhum momento ele demonstrou vontade de matar Manfred", disse ela na tarde desta quinta-feira, ao fazer a defesa dos réus.

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No seu primeiro depoimento, Cristian havia negado participação na morte do casal Richthofen, pais de Suzane, que é julgada ao lado dos irmãos Cravinhos. No entanto, ele voltou atrás na quarta-feira e pediu para dar um novo depoimento. Ele admitiu que golpeou Marísia, mãe de Suzane, até a morte e que o seu irmão, Daniel, foi o responsável por matar Manfred.

"No dia dos fatos, Cristian aderiu ao plano sem saber como seria realizado o crime. Na melhor das hipóteses, ele se dirigiu à casa dos Richthofen para matar apenas uma pessoa," justificou a advogada.

A intenção da defesa dos Cravinhos é tentar atenuar os agravantes do crime, para tentar diminuir a pena. Os advogados pedirão a condenação dos dois irmãos, mas querem que a pena corresponda à exata participação de cada um deles no assassinato. No entanto, o advogado Geraldo Jabur concorda que não há como negar que não houve como as vítimas se defenderem diante do ataque dos irmãos.

Gislaine Jabur fez questão de reforçar que não houve proposta de pagamento pelo crime. "Não houve promessa de pagamento. Ele aderiu a eles por causa do irmão, não pelo dinheiro". Ela afirmou que o fato de Cristian ter comprado uma moto mostra uma certa ingenuidade de seu cliente. "Eles cometeram um crime, mas não são criminosos."

A advogada comentou ainda o fato de os laudos criminais mostrarem que Manfred e Marísia não morreram por asfixia, o que agravaria a pena. "Os laudos mostram que os dois morreram por traumatismo craniano e não por asfixia", disse Gislaine. A advogada afirma que as toalhas colocadas sobre o rosto das vítimas, que teriam provocado a asfixia das vítimas, não foram usadas com esse fim.

"A crueldade adveio da própria arma. Eles não pensaram em ser cruéis. O resultado foi cruel em decorrência da forma usada. Não da intenção de Cristian e Daniel", completou a defesa, tentando derrubar as qualificadoras do caso.
 

Redação Terra