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O promotor Roberto Tardelli afirmou que o arrependimento mostrado por Suzane von Richthofen e os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos é pura falsidade. Tardelli disse que se eles estivessem transtornados, não teriam mostrado calma, dias após o crime cometido e ironizou Suzane, que teria pedido para pentear o cabelo antes de tirar a foto na ocasião do seu fichamento na polícia.
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"Eles vêm aqui e dizem que estavam transtornados. Mentira!", disse o promotor. "Os dias que sucederam o crime mostram que eles levaram uma vida normal a partir da morte. Que arrependimento é este? (...) eles ficaram tão arrependidos que dias depois estavam tomando sol na piscina"
Para o promotor o crime foi bem planejado e os três réus estão bem cientes do que fizeram. "Em algum momento, aquele casal que está ali (Suzane e Daniel) decidiu que tinham de dar um passo a mais, que era eliminar o casal Richtofen", disse ele. "Tudo foi macabramente planejado".
Tardelli se mostrou impressionado com a frieza de Suzane e reafirmou em seu discurso ao júri do caso Richthofen, que o crime cometido por Suzane e os irmãos Cravinhos foi a união do raciocínio com a emoção.
"Suzane parece um ônibus. Vai passando ponto por ponto da história. Foi o casamento perfeito. Uniu o cérebro e a coragem. Eles (Daniel e Suzane) realizaram a maior seqüência de destruição que eu vi na minha vida".
Tardelli criticou a atitude de Cristian Cravinhos. Para o promotor, Cristian deveria ter convencido Daniel de desistir do plano. "O Cristian não teve coragem para segurar o irmão, mas teve coragem para 'dinamitar' a cabeça de Marísia", diz o promotor.
Tardelli também não poupou Daniel e disse que ninguém desconfiava, que dentro do rapaz, campeão no aeromodelismo, se escondia um assassino.
"Como imaginar que um aeromodelista (Daniel) poderia serrar uma máquina de matar dentro da casa dele (...) se alguém visse o Daniel serrando dois porretes, alguém poderia imaginar o que seria feito. Se alguém falasse, nenhum de nós acreditaria"
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