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Caso Richthofen
Sexta, 21 de julho de 2006, 09h41  Atualizada às 10h49
Não há chances de uma absolvição, diz promotor
 
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Roberto Tardelli, promotor do caso do assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, afirmou que não há possibilidade de acontecer a absolvição de Suzane von Richthofen e dos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos.

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"Nem no pesadelo mais sombrio isso (absolvição) vai acontecer", afirmou Tardelli à TV Record. O promotor ironizou o choro de Suzane, durante a exibição das fotos dos corpos dos pais dela após as agressões sofridas.

"Ela ri, ela chora, ela manda bilhete, manda beijinho, ela faz de tudo, todo mundo já chorou nesse júri, até a faxineira já chorou". Tardelli disse que o dia de hoje fará a justiça para esse julgamento.

"Hoje é o grande dia, hoje terá o debate, tudo aquilo que se produziu durante a semana será levado aos jurados, o cuidado é de todos, meu dos outros promotores. O meu objetivo é que seja feita a justiça para as pessoas sérias e voltadas ao trabalho".

O promotor reafirmou que vai pedir 50 anos de prisão para cada um dos envolvidos na morte do casal Manfred e Marísia von Richtofen. De acordo com o promotor, serão pedidos 25 anos de prisão por vítima.

"A sociedade não espera uma pena de 19 anos, mas não há também a possibilidade de uma pena máxima, por várias complicações jurídicas. Eu acredito em uma pena de 25 anos para cada crime cometido, o que daria uma pena de cerca de 50 anos", afirmou Tardelli, que acredita que a sentença deve sair durante a madrugada.
 

Redação Terra