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As longas sessões do julgamento do assassinato de Marísia e Manfred von Rihcthofen está irritando os fiscais e auxiliares da lanchonete do Fórum da Barra Funda. Os funcionários do estabelecimento, que costumam ficar até 18h30 em um dia normal, estão trabalhando até as 20h30, nos cinco dias de julgamento de Suzane von Richthofen e dos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos.
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"Por causa dela (Suzane), a gente está se matando", afirmou a chapeira do fórum ao jornal Folha de S.Paulo. Se Suzane é tida como vilã, os irmãos Cravinhos fazem sucesso com as pessoas da lanchonete.
"Eles são lindos. Não vai faltar mulher dentro da cadeia para namorá-los", afirma a mesma funcionária, sem se identificar. "Vê só como eles choram. Tenho certeza de que estão arrependidos".
A lanchonete fica no andar de cima do plenário 10, onde estão 300 pessoas, entre advogados, estudantes de direito, jornalistas e curiosos acompanhando o julgamento.
"Ontem, a gente chegou às 9h e só saiu depois da meia-noite", relatou Iacy José de Salles, 31, fiscal do Fórum, que tem a triste função de passar o detector de metais em todo mundo que entra no plenário.
Os jornalistas não podem entrar com câmeras fotográficas ou celulares no plenário. Isso faz com que durante o julgamento os jornalistas corram para fora do plenário para transmitir as notícias. Seja ela um depoimento bombástico, uma crise de bronquite do advogado de defesa de Suzane, Mauro Nacif, ou uma crise de choro dos irmãos Cravinhos. Na volta, eles são novamente revistados pelos fiscais.
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