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O advogado de defesa de Suzane von Richthofen Mauro Otávio Nacif disse que vai tentar mostrar, nesta sexta-feira, que o irmão da jovem, Andreas, mentiu descaradamente para prejudicar a irmã. "Nossa estratégia é contar a história com começo meio e fim. Falará quem é o irmão dela, que é muito protegido", disse. No entanto, o advogado descartou que as revelações tragam alguma participação de Andreas no crime. O juiz Alberto Anderson Filho afirmou que a sentença dos réus deve sair nesta sexta-feira.
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O advogado citou a história da arma que foi encontrada em um urso de pelúcia no quarto de Suzane. De acordo com o depoimento de Fernanda Soel Kitahara, amiga de Suzane, a arma era de Daniel, que a teria dado de presente para Andreas.
O advogado também lembrou da história do bilhete que Andreas escreveu pedindo para que não fosse instaurada a ação de exclusão da parte da irmã na herança. Em depoimento na terça-feira, Andréas disse que foi coagido por Suzane a escrever a carta. "Na época era uma coisa bonita, foi um gesto de generosidade, mas ele agora renega", disse.
O outro advogado de Suzane, Mário Sérgio de Oliveira voltou a reforçar a tese da defesa de coação irresistível, em que a jovem cometeu o crime por ser dominada pelo ex-namorado, Daniel.
Mário Sérgio reclamou do tempo concedido à defesa para os debates, defendendo a ampliação de duas horas para duas horas e meia. Ele voltou a afirmar que está pensando em pedir a nulidade do julgamento pela invasão do plenário pelo pai dos irmão Cravinhos, Astrogildo Cravinhos, durante o depoimento de Cristian, na quarta-feira.
Segundo ele, a invasão provocou a comoção de alguns jurados, o que pode influenciar na decisão final. Ele disse que pôde ver, naquela hora, dois jurados chorando, sendo que o júri não pode se manifestar.
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