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Caso Richthofen
Confira o que disse cada testemunha do caso
 
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Nos dois dias de depoimento das testemunhas do caso do assassinato de Manfred e Marísia Richthofen, as afirmações que mais marcaram foram as feitas por Andreas, irmão de Suzane. Ele negou a versão dos irmãos Cravinhos, de que os pais eram violentos e abusavam sexualmente da filha. Andreas também criticou a irmã, dizendo que ela nunca abdicou do dinheiro da herança.

Outro depoimento marcante foi o de Nádia Cravinhos, mãe de Cristian e Daniel, que chorou bastante durante as indagações e emocionou todos presentes no plenário do Fórum da Barra Funda. Confira os principais pontos dos depoimentos das testemunhas do caso Richthofen.

Andreas von Richthofen (irmão de Suzane)
Andreas contradisse o argumento de defesa dos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos. Segundo Andreas, ao contrário do que disse Daniel Cravinhos, não ocorriam agressões e abusos contra os filhos por parte de Manfred von Richthofen. "Meu pai nunca me abusou sexualmente. Também não tentou tocar nas partes íntimas da minha irmã. Meu pai é um homem mais digno que muitos aqui", disse o garoto.

Andreas também fez várias críticas a Suzane. Ele negou que tenha escrito um bilhete perdoando a irmã e disse que Suzane nunca abdicou de sua parte da herança. "O inventário está tendo muitos percalços já que a minha irmã não deixa ir para frente. São recursos e mais recursos e não sai do lugar".

Cíntia Tucunduva Gomes (delegada de polícia)
A delegada afirmou que não vê possibilidade de Daniel Cravinhos ter agido sozinho no assassinato do casal Manfred e Marísia von Richthofen, em outubro de 2002, como ele próprio declarou no depoimento dado na segunda-feira. Ela disse que Suzane sempre foi muito fria. A delegada, que foi a primeira pessoa a falar com a jovem depois do crime, disse que a única vez que a viu chorar foi quando ela chegou para a reconstituição do crime e uma multidão a ameaçou de linchamento.

Jane Belucci (perita do caso)
A perita, responsável pela reconstituição da cena do crime do assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, derrubou o principal argumento da defesa dos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos. Segundo a perita, o casal foi morto por duas pessoas com golpes desferidos simultaneamente. "Não seria possível uma pessoa atacar o Manfred e depois Marísia", declarou.

Alexandre Paulino Boto (policial militar)
O sargento da Polícia Militar, o primeiro policial a ver os corpos de Manfred e Marísia von Richthofen no dia do crime, afirmou que, na cena do crime, tudo indicava que se passavam de "amadores". Ao descer para falar com a família, Boto disse que a filha do casal Suzane von Richthofen chegou a perguntar sobre os pais. "Eu disse a ela que estava tudo bem e nesse momento ela esboçou uma reação de espanto", disse.

Ivone Muss Wagner (amiga da família Richthofen)
A vendedora de imóveis Ivone Muss Wagner, 53 anos, que era amiga da família Richthofen e morava perto da casa deles, afirmou que Daniel Cravinhos era dominado por Suzane, assim como o irmão dela, Andréas. "Daniel foi um instrumento da mente dela", disse. Segundo a Ivone, Marísia, mãe de Suzane, vinha se queixando da filha, dizendo que ela estava "impossível" e que era até má influência para o irmão, Andreas. Ela disse não acreditar que a jovem era virgem quando conheceu Daniel Cravinhos, no entanto, não deu provas sobre o fato.

Hélio Salvador Bulcão Artesi (pai de ex-namorada de Cristian)
Hélio Salvador Bulcão Artesi, pai de uma ex-namorada de Cristian Cravinhos e ex-policial civil, disse que eles eram bastante amigos e que o réu sempre foi "um garoto muito bom". A testemunha contou que Cristian tentou vender para ele a moto comprou com o dinheiro "roubado" da casa dos Richthofen. Segundo a testemunha, o jovem disse que a moto era de um amigo.

Sérgio Gargiulo (vizinho da família Cravinhos)
Sérgio Gargiulo afirmou em seu depoimento que nunca soube do envolvimento do réu com qualquer tipo de droga. A testemunha também desmentiu a informação de que Daniel dependia financeiramente de Suzane.

Alexandre Basílio Torres (vice-presidente da Associação Brasileiro de Aeromodelismo)
Alexandre Basílio Torres, vice-presidente da Associação Brasileiro de Aeromodelismo, afirmou que nunca soube do envolvimento de Daniel Cravinhos com drogas e que isso seria incompatível com um grande atleta, como era o caso do réu.

Sílvio Tadeu Vieira (vizinho da família Cravinhos)
Sílvio Tadeu Vieira disse que, em uma das conversas que teve com o Cristian Cravinhos, ele teria dito que não golpeou os pais de Suzane von Richthofen. No entanto, Vieira caiu em contradição. Primeiro, ele afirmou que conversou com Cristian apenas uma vez. Minutos depois, disse que foram diversas conversas. Sílvio não conheceu os irmãos Cravinhos antes do crime, mas foi morar perto da casa de Astrogildo, pai dos dois, quando os irmãos estavam em liberdade condicional.

Nádia Cravinhos (mãe de Daniel e Cristian)
Nádia Cravinhos, mãe de Daniel e Cristian, chorou muito em seu depoimento e afirmou que considerava Suzane von Richthofen como uma filha. Ela disse ainda que perdoa os três pelo crime cometido e que está de luto pela tragédia. Apesar de dizer que perdoa Suzane, Nádia deixou transparecer que Suzane é culpada e dominava o seu filho. A testemunha disse que nunca encontrou vestígios de entorpecentes na sua casa.

Fernanda Soel Kitahara (amiga de Suzane)
Fernanda Soel Kitahara, 23 anos, colega de faculdade de Suzane e uma das melhores amigas da jovem, disse que a Suzane contou a ela que teria perdido a virgindade com o ex-namorado Daniel Cravinhos. Fernanda ainda confirmou que Suzane e o namorado fumavam maconha. Ela disse que a arma encontrada em um urso de pelúcia, no quarto de Suzane, era de Daniel e que ele daria ou teria dado a arma a Andreas. Fernanda disse ainda que Daniel cobrava uma escolha de Suzane.

Cláudia Sorge (paciente de Marísia)
A arquiteta, Cláudia Sorge, que era paciente de Marísia von Richthofen e depois tornou-se amiga dela, não acrescentou novidades para as teses da defesa, nem para as da acusação. O fato causou surpresa na promotoria, pois Cláudia foi considerada uma testemunha imprescindível pela defesa de Suzane. A sua ausência no primeiro dia marcado para o julgamento, em 5 de junho, foi usada como argumento no pedido de cancelamento da sessão. Em um depoimento breve, Cláudia disse não acreditar que Suzane tenha sofrido abuso sexual por parte de Manfred ou ainda que a jovem tenha sido espancada pelos pais.

Marisol Nunes Ortega (agente penitenciária)
A agente penitenciária Marisol Nunes Ortega, que trabalhou ao lado de Suzane von Richthofen na Penitenciária Feminina de São Paulo durante um ano disse que a jovem não seria capaz de mentir. "Suzane não mente", disse ela. Segundo a carcereira, Suzane nunca falava sobre o crime para não deixar o clima pesado. Nas conversas que tinham, Marisol disse que a jovem falava muito de Daniel, dizia que não podia viver sem ele, mas que os pais não aprovavam o namoro. Suzane ainda teria revelado a Marisol que usava drogas.
 

Redação Terra