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 O julgamento do jornalista Pimenta Neves durou três dias |
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Depois de quase seis anos do assassinato de Sandra Gomide, o também jornalista Antonio Pimenta Neves, 69 anos, foi condenado a 19 anos, dois meses e dois dias de reclusão, nesta sexta-feira, por homicídio duplamente qualificado.
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De acordo com a decisão do juiz Diego Ferreira Mendes, Pimenta deve cumprir a pena em regime fechado. No entanto, o juiz não decretou a prisão do jornalista, pois, de acordo com entendimento anterior do Supremo Tribunal Federal, ele tem o direito de recorrer da sentença em liberdade. O Ministério Público está contestando a decisão do juiz, para que ele decrete a prisão.
"Independentemendte da opinião pessoal deste julgador sobre a necessidade da prisão do réu, o fato é que (...) o Supremo Tribuna Federal, em votaçao unânime, concedeu ao réu o direito de responder o processo em liberdade", diz a sentença.
O juiz argumentou também que Pimenta Neves já havia respondido a maior parte do processo em liberdade, desde o assassinato. Na época, ele teve prisão preventiva decretada e passou sete meses na prisão, conseguindo na seqüência um habeas-corpus do Superior Tribunal de Justiça para aguardar o julgamento.
O homicídio foi classificado pelo júri como duplamente qualificado por Pimenta ter atirado nas costas da vítima quando esta estava no solo, impedindo a sua defesa. O crime também foi considerado como motivo torpe (banal), já que teria sido provocado pelo fato de a vítima não querer reatar o namoro com o jornalista.
O julgamento de Pimenta Neves - que durou três dias - foi o mais longo registrado no centenário Fórum de Ibiúna, criado em 1896.
Pimenta Neves matou a namorada Sandra Gomide, à época com 32 anos, em 20 de agosto de 2000. Foram dois tiros em um haras na cidade de Ibiúna.
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