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Caso Pimenta Neves
Quinta, 4 de maio de 2006, 16h05 
Crime não foi premeditado, diz psiquiatra de Pimenta
 
Vagner Magalhães
Direto de Ibiúna
 
Futura Press
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O psiquiatra Marcos Pacheco Ferraz, que tratou o jornalista Antônio Pimenta Neves por quarenta dias após ele ter matado a ex-namorada Sandra Gomide, disse que tem certeza de que o crime não foi premeditado. Ferraz, testemunha de defesa do jornalista, disse, em depoimento, que acredita que o paciente só matou, no momento, porque estava armado.

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"Quando Pimenta Neves foi ao haras não tinha a intenção de matá-la (Sandra Gomide). A minha sensação foi de um encontro da perda de controle com o porte de arma", afirmou Ferraz ao júri nesta quinta-feira. Depoimento do médico começou por volta das 14h30, depois de um intervalo para o almoço. Ao sair do tribunal, ele não quis falar à imprensa, para manter o sigilo profissional.

No depoimento, porém, o médico falou sobre o perfil de Pimenta Neves. Segundo ele, o jornalista é uma pessoa inteligente e, do seu ponto de vista, intelectualmente brilhante. No tempo em que tratou Pimenta Neves, o psiquiatra disse que pode perceber certa dificuldade do jornalista para lidar com a emoção.

"Pimenta Neves tinha uma atitude quase obsessiva, não só em relação a ela (Sandra), mas no geral", disse. Ferraz também revelou que, logo após o crime, Pimenta Neves apresentava um quadro pós-traumático com o fim da relação amorosa.

Pouco antes de começar depoimento, a defesa pediu para que depoimento fosse feito em sigilo, como na leitura dos autos referentes ao tratamento, ocorrida ontem. Na ocasião, a platéia e os jornalistas foram obrigados a se retirar do tribunal, mas hoje, o juiz negou o pedido e o depoimento foi aberto.

Durante a fala do médico, o pai de Sandra Gomide, João Florentino Gomide, fez vários sinais, da platéia, de que desaprovava os comentários do psiquiatra. No entanto, ele não interferiu no depoimento.
 

Redação Terra