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A segunda testemunha de acusação a depor no julgamento de Pimenta Neves, assassino confesso da jornalista Sandra Gomide, afirmou ter certeza de que o crime foi premeditado. Deomar Setti, proprietário do haras em Ibiúna em que Sandra foi assassinada em agosto de 2000, diz que, apesar de não ter visto o momento do crime, observou atitudes suspeitas em Pimenta Neves. "Ele ficava cuidando todos os carros que entravam no haras, com ar preocupado. E demonstrou atitudes diferentes das normais", disse.
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O dono do haras estava a aproximadamente 30 metros do local em que Sandra foi morta. Ouviu o som dos tiros, mas acreditou que era apenas uma bombinha estourando. Quando ouviu gritos, correu e viu Neves levantando a arma após o segundo tiro.
Setti afirmou ainda que João, o funcionário do haras que presenciou o crime, ficou muito abalado e teve problemas sérios de saúde. Ele foi transferido para outra propriedade mas, após dois anos, foi para o Rio de Janeiro e não deu mais notícias. Esta testemunha não foi localizada para o julgamento. "A todo instante o funcionario afirmava 'ver' o corpo da Sandra. "Ele sentia culpa porqueestava próximo de Sandra e não pôde fazer nada", diz Setti.
Julgamento
Mais cedo, o pai de Sandra Gomide, João Florentino Gomide, depôs no tribunal de Ibiúna, no interior de São Paulo. O Fórum também ouvirá nesta quinta-feira duas testemunhas em juízo (chamadas pelo juiz), além de três testemunhas da defesa. Em seguida, começa o debate entre acusação e defesa e, finalmente, o corpo de jurados se reúne para concluir o caso.
O caso
No dia 20 de agosto de 2000, Pimenta Neves matou a então ex-namorada com dois tiros. O julgamento deverá ser encerrado no início da noite desta quinta-feira, de acordo com previsão do juiz Diego Ferreira Mendes, 29 anos, que preside a sessão.
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