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Caso Pimenta Neves
Quarta, 3 de maio de 2006, 09h12  Atualizada às 10h27
Pai de vítima diz que demora destroçou a família
 
Vagner Magalhães
Direto de Ibiúna
 
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João Florentino Gomide, pai da jornalista Sandra Gomide, assassinada em outubro de 2000 pelo réu confesso Antonio Pimenta Neves, disse hoje, ao chegar para acompanhar o júri, que a expectativa é muito grande pelo julgamento. "A demora do julgamento destroçou a família".

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Gomide disse que não dormiu esta noite, pois estava muito ansioso. "Se Deus quiser, tudo vai ser resolvido".

Hoje será a primeira vez que ele irá ver Pimenta Neves após o crime. "Preciso olhar no olho dele. Não sei que tipo de reação terei no momento", afirmou Gomide, que chegou ao tribunal em Ibiúna, às 8h, com dificuldade de locomoção, usando uma bengala e bastante abatido.

Chegada
O jornalista Pimenta Neves começa a ser julgado hoje em Ibiúna (SP) pela morte da ex-namorada, Sandra. Ele chegou ao local às 8h04 e foi xingado por cerca de 50 populares que o chamavam de assassino, sem-vergonha e bandido. Ele não falou com a imprensa e entrou pela porta da frente do tribunal.

Pimenta Neves confessou ter dado dois tiros na ex-namorada no dia 20 de agosto de 2000. O primeiro atingiu as costas de Sandra, à época com 32 anos. O segundo, no ouvido, foi à queima-roupa. Se for condenado, a pena pode chegar a 30 anos, segundo o promotor Carlos Rodrigues Horta Filho.

Mobilização
O julgamento mobilizou a cidade de 65 mil habitantes. Cerca de 100 curiosos se aglomeravam em frente ao tribunal às 8h30 desta quarta-feira, quase meia hora após a chegada de Pimenta Neves. O batalhão da cidade tem 80 policiais e 45 estão em serviço hoje. Dos 45, 30 estão no tribunal.
 

Redação Terra