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Quase seis anos após o crime, o jornalista Antonio Marcos Pimenta Neves começa a ser julgado hoje em Ibiúna (SP) pela morte da ex-namorada, a também jornalista Sandra Gomide. Ele chegou ao local às 8h04 e foi xingado por cerca de 50 populares que o chamavam de assassino, sem-vergonha e bandido.
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Pimenta Neves, 69 anos, chegou para o julgamento em meio a um grande tumulto sem falar com a imprensa. O jornalista entrou pela porta da frente do tribunal.
O jornalista confessou ter dado dois tiros na ex-namorada no dia 20 de agosto de 2000, em um haras na cidade de Ibiúna. O primeiro atingiu as costas de Sandra, à época com 32 anos. O segundo, no ouvido, foi à queima-roupa. Se for condenado, a pena pode chegar a 30 anos, segundo o promotor Carlos Rodrigues Horta Filho.
A advogada de defesa, Ilana Müller, pediu para o juiz Diego Ferreira Mendes, 29 anos, que fossem apresentados 9 DVDs. Não foi divulgado o teor dos vídeos. Mas supõe-se que sejam matérias jornalísticas sobre o caso. O juiz aceitou que esses DVDs fossem levados para o julgamento, porém ele ainda não decidiu se irá apresentá-los ou não.
O primeiro ato do júri será a escolha dos jurados. Vinte e uma pessoas foram pré-selecionadas. Destas, ao menos 15 precisam estar presentes no tribunal de Ibiúna para que ocorra o sorteio. Sete farão parte do júri.
A sala do júri tem 45 lugares. Portanto, o juiz destinou 10 cadeiras para a imprensa, 8 lugares para as famílias de Sandra Gomide e Pimenta Neves e o restante para a público.
Julgamento mobiliza 2/3 dos policiais
O julgamento mobilizou a cidade de 65 mil habitantes. Cerca de 100 curiosos se aglomeravam em frente ao tribunal às 8h30 desta quarta-feira. O batalhão da cidade tem 80 policiais e 45 estão em serviço hoje. Dos 45, 30 estão no tribunal.
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