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O jornalista Antônio Pimenta Neves, condenado pela morte da ex-namorada, Sandra Gomide, é considerado foragido pela Justiça paulista. Ele não se entregou espontaneamente à polícia mesmo sabendo da expedição do pedido de prisão, acatado ontem pela 10ª Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo.
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Com o pedido de prisão em mãos, a Polícia Civil de São Paulo procurou Pimenta Neves em sua casa, em São Paulo, mas não encontrou ninguém da família. A advogada de Pimenta Neves, Ilana Muller, entrou ontem, em Brasília, com pedido de habeas-corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para evitar a prisão do acusado.
Nessa quarta-feira, a 10ª Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu que Pimenta Neves, condenado pelo júri popular de Ibiúna pela morte da ex-namorada, terá de aguardar em regime fechado os recursos do processo.
Por unanimidade, a Câmara também reduziu a pena do jornalista de 19 anos, 2 meses e 12 dias de reclusão em regime integralmente fechado, para 18 anos. Participaram da decisão os desembargadores Carlos Bueno (relator), Fabio Gouvea e Otávio Henrique.
O julgamento do recurso pelo TJ aconteceu após sete meses da condenação do réu pelo Tribunal do Júri de Ibiúna, em maio desse ano. A determinação da prisão de Pimenta Neves será informada ao juiz da Ibiúna, que deve expedir o mandado de prisão.
Pai de vítima comemora
O pai da jornalista Sandra Gomide comemorou ontem a decisão da Justiça de São Paulo. João contou ao jornal Folha de S.Paulo que esta foi uma das melhores notícias que já recebeu. "Sem dúvida foi a melhor coisa que aconteceu nos últimos seis anos", afirmou ontem.
João Gomide contou ainda que o crime causou problemas na família. Depois da morte de Sandra, o pai desenvolveu diabetes nervosa, que causou neuropatia - espécie de paralisia - em uma de suas mãos e em seus pés. Ele caminha com dificuldade e, em 2003, teve um infarto.
A mãe da jornalista passou a apresentar transtorno bipolar e a tomar remédios depois do crime.
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