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Capítulo 2 - Nasceu: vão roubá-la porque tu és presidiária

19 nov 2014 11h03
| atualizado em 16/10/2015 às 16h32
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Registro do pezinho de Rosa no nascimento
Registro do pezinho de Rosa no nascimento
Foto: Reprodução

Rosa nasceu no Complexo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, no dia 19 de agosto de 2011, pesando 3,305 quilos e medindo 48 centímetros. "Me entubaram... um monte de coisa. Quase morri na hora do parto, queriam chamar os familiares e tudo mais. Foram as funcionárias que seguraram a minha mão. Foi bem complicado, sozinha", lembra Maria, que foi transferida de Caxias do Sul para o Madre Pelletier na capital gaúcha, por conta dos riscos da gestação. A criança teve apenas icterícia, conhecido também como "amarelão", um problema de coloração da pele tratado com banhos de sol.

Mas o medo da mãe era de que a violência que ela viveu na cadeia pudesse atingir a filha, o que fez com que ela cogitasse entregar a menina direto a familiares.  "Minha cunhada dizia: 'ela é branquinha, será que não vão querer roubar tua filha dentro do presídio porque tu é presidiária?”, “Não é fácil ficar aqui. Mas quando eu olhei para ela assim... não consegui", conta. Mais tarde, seu maior temor era de que a filha, em liberdade, esquecesse dela.

 

Foto: Reprodução

"Tenho medo de que achem que eu não cuido direito dela, mas tu vê que eu cuido bem direitinho, é meu xodó. Sempre tenho medo de que ela esqueça de mim, porque vou (voltar) para Caxias e vou ficar muito tempo longe dela. Ela é muito pequena, tenho medo de que quando ela for me visitar esqueça que eu sou mãe dela", disse, já demonstrando a ansiedade que só veio a aumentar à medida que se aproximava a data da separação. 

 

Fonte: Terra
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