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Capes promete acertar débitos com pesquisadores nesta semana

Até a próxima quarta-feira (14), o dinheiro referente ao mês de dezembro precisa ter chegado aos pesquisadores

12 jan 2015
14h51
atualizado às 16h44
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A espera continua. Bolsistas da Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior (Capes) - que trabalham realizando pesquisas em diversas áreas do conhecimento em todo o País - seguem sem receber o pagamento mensal, prometido pelo governo federal. Alguns estão sem receber a bolsa desde o último mês de novembro e aguardam que o pagamento comece a ser acertado ainda no início desta semana. 

<p>A nenhum bolsista é permitida qualquer atividade com vínculo empregadício.</p>
A nenhum bolsista é permitida qualquer atividade com vínculo empregadício.
Foto: Axel Schmidt / Reuters

A Capes informou, por meio de um comunicado oficial, que o pagamento da bolsa de estudo referente ao mês de dezembro foi depositado na última sexta-feira (9) e que o valor deve ser creditado nas contas dos bolsistas "dentro dos prazos de compensação bancária". Esse processo deve demorar dois ou três dias úteis. Ou seja, até a próxima quarta-feira (14), o dinheiro precisa ter chegado aos pesquisadores. A Capes não informou o prazo para o pagamento dos demais valores em débito.

O desespero dos pesquisadores se dá, principalmente, pelo contrato de exclusividade que eles precisam assinar ao aceitarem participar do programa da Capes. A nenhum bolsista é permitida qualquer atividade com vínculo empregadício. Portanto, a bolsa de estudos da Capes passa a ser a única fonte de renda dos estudantes.

Eles não são só alunos de cursos de graduação. São também alunos de mestrado, doutorado e pós-doutorado, que cursam faculdades e centros universitários de todo o País. Os professores pesquisadores e tutores dos cursos superiores a distância (EAD - UAB) também não receberam suas bolsas da Capes desde novembro.

A Capes diz aos pesquisadores que o motivo do atraso é a demora no repasse do recurso financeiro, fornecido pelo Ministério da Educação (MEC). Ainda de acordo com a Capes, a prioridade de pagamento seria aos estudantes que estão no exterior, dependendo desse dinheiro para se sustentarem em outro país.

Na última quinta-feira, o secretário executivo do MEC, Luiz Cláudio Costa, entrou em contato com a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), expressando oficialmente um pedido de desculpas pelo transtorno causado. Durante este contato, o secretário informou que o atraso se deu por conta de complicações com o fluxo orçamentário do Tesouro e prometeu que os "pagamentos serão normalizados em breve". No entanto, não soube precisar a data. 

Mobilização online
"Estou saindo da república estudantil onde moro para ir morar de favor na casa de um parente, porque não posso continuar na república sem ter dinheiro para pagar", diz Leonel Rocha, bolsista da Capes pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), no Paraná. Assim como Leonel, milhares de bolsistas tiveram que mudar algo no dia a dia para lidar com a falta de dinheiro. 

Em busca de soluções, quase 4 mil pessoas assinaram uma petição online a fim de solicitar a regularização do pagamento das bolsas de estudo. Com a campanha #CadeNossaBolsa, divulgada nas redes sociais, os pesquisadores esperam que o pagamento volte a ser mensal, como era feito antes das eleições do ano passado. 

No Facebook, mais de 14 mil internautas confirmaram presença em um evento nomeado de "Círculo de oração para que a bolsa caia". O evento funciona como um grupo de discussão para que os bolsistas troquem informações sobre os pagamentos, enquanto compartilham da mesma situação. 

Fonte: Terra
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