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Brasil e Colômbia chegam a acordo por resgate de reféns das Farc

29 fev 2012 19h50
| atualizado às 20h06
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Brasil, Colômbia e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) chegaram a um acordo nesta quarta-feira em Bogotá sobre o protocolo de segurança para a entrega dos dez policiais e militares que estão em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), afirmaram fontes do Executivo colombiano. O consenso foi alcançado durante encontro do vice-ministro colombiano de Defesa, Jorge Enrique Bedoya, com o delegado do CICV na Colômbia, Jordi Raich, e o embaixador brasileiro em Bogotá, Antonino Mena.

"Na reunião foram formalizados os protocolos de segurança para o processo humanitário", declarou Bedoya na saída da reunião, realizada no Ministério da Defesa. Bedoya, responsável da área de Política e Assuntos Internacionais da pasta, acrescentou que o governo do presidente Juan Manuel Santos, "está pronto" para a tarefa.

A missão ganhou um novo ar no domingo após declaração pública das Farc, que anunciaram que decidiram libertar em conjunto os dez militares e policiais que ainda mantém como reféns, e não apenas seis, como prometeram em novembro de 2011. Além disso, afirmaram que não irão mais recorrer à prática de sequestro. Os rebeldes disseram que aceitam que o Brasil seja o mediador da libertação, e agradeceram a presidente Dilma Rousseff, que afirmou que está disposta a ajudar.

Bedoya disse à imprensa que o Executivo está "muito satisfeito com a colaboração do governo do Brasil". "Esperamos ajustar os detalhes, atuar com toda prudência e conseguir que esses homens retornem aos seus lares", afirmou o funcionário. "O mais importante é ter muito em breve data, hora e lugar" para a libertação dos sequestrados.

A ex-congressista Piedad Córdoba, líder do coletivo Colombianas e Colombianos pela Paz (CCP), calculou que a missão não será realizada antes de um mês. Segundo ela, o Brasil necessita de cerca de 20 dias para alistar e mobilizar os helicópteros e as equipes que irão para a selva colombiana fazer o resgate. Essa é uma tarefa que o Brasil já realizou em três ocasiões (desde 2008, 15 reféns já forem libertados), sempre com o CICV como coordenador e o auxílio de Córdoba.

EFE   
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