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PF apura desvio de R$ 57 mi em RO e conduz governador a depor

A Polícia Federal deflagrou em Rondônia, na manhã desta quinta-feira (20), a Operação Plateias com o objetivo de desarticular organização criminosa responsável por desvio de verba pública e direcionamento de licitações. O governador Confúcio Moura (PMDB) foi conduzido “sob vara” ou coerção para depor na sede da PF em Porto Velho.

O Ministério Público Federal e a PF dão cumprimento a 158 mandados de condução coercitiva, quatro mandados de prisão temporária e 27 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça, a pedido da Procuradoria-Geral da República.

O prejuízo causado por lobistas e agentes públicos aos cofres públicos de Rondônia ultrapassa R$ 57 milhões, de acordo com estimativa da PF.  A investigação constatou pagamentos indevidos a agentes públicos e a criação de um “fundo de propina” que chegava a movimentar cerca de R$ 2 milhões por mês.

A operação é a maior da PF nos últimos anos em número de mandados. Aproximadamente 300 policiais federais dão cumprimento a 193 mandados judiciais: 163 pessoas conduzidas coercitivamente, 26 buscas e quatro prisões temporárias. Os mandados são cumpridos nos estados de Rondônia, Acre, Amazonas, Bahia, Goiás, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe, além do Distrito Federal. Uma das conduções coercitivas ocorre na Espanha.

A investigação, iniciada em 2012, apurou que empresas interessadas em participar de processos licitatórios do governo de Rondônia eram obrigadas a fazer doações finaceiras para campanhas eleitorais, de modo formal ou informalmente.

A licitação era direcionada para ser vencida pelas empresas que faziam parte do esquema criminoso. Em alguns casos, havia dispensa de concorrência pública. Segundo a PF,  foram encontradas irregularidades em contratos das oito secretarias estaduais. Os contratos sob suspeita superam R$ 290 milhões.

Entre os contratos investigados, consta o da construção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), fornecimento de alimentação a hospitais e presídios, compra de medicamentos, aluguel de viaturas, serviço de vigilância armada em escolas e hospitais, contratação de empresa de publicidade, entre outros.


Altino Machado Altino Machado

Altino Machado

Acreano, ex-repórter dos jornais O Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil e Folha de S. Paulo




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