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Beltrame pede integração entre países contra desvio de dinheiro

17 out 2012
08h37
atualizado às 08h41

O secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, defendeu nesta terça-feira, durante a abertura do Global Economic Symposium, uma integração maior entre os países de todo o mundo nas ações que levem à repatriação dos recursos desviados irregularmente.

O governo brasileiro enviou militares para as fronteiras do país com o Paraguai, a Argentina e o Uruguai
O governo brasileiro enviou militares para as fronteiras do país com o Paraguai, a Argentina e o Uruguai
Foto: Marinha do Brasil / Divulgação

Veja os desafios encontrados nas fronteiras do Brasil

Na avaliação do secretário de Segurança Pública, é necessário que se formalizem mecanismos internacionais de combate à evasão de divisas, principalmente de recursos públicos que são mandados para paraísos fiscais.

"Nós precisamos formalizar uma rede internacional de instituições que possam trabalhar em conjunto na proteção da evasão de divisas, em especial na América Latina. Eu acho que, muitas vezes, se conseguem respostas mais rápidas com países mais distantes do que com nossos vizinhos aqui, da América Latina. E eu acho que nós precisamos melhorar muito essa interação (entre os países latino-americanos) para que as respostas fluam com mais rapidez", disse.

Beltrame ressaltou que a população de uma maneira geral quer respostas que confirmem decisões da Justiça como resultados de ações investigativas. "Acho que esse dinheiro (desviado do País) demora muito tempo para ser repatriado para os cofres públicos e nós precisamos pressa, uma vez que as pessoas querem resultados práticos, objetivos e concretos."

Durante o simpósio internacional, falando sobre segurança pública, o secretário defendeu ainda, como prioridade no combate à violência, uma politica nacional de proteção às nossas fronteiras, para impedir a entrada de armas e drogas no País.

"O País tem que ter uma politica nacional muito clara de proteção às fronteiras, pois o Brasil é, sim, vulnerável nessa proteção. E não falo só ao tráfego de armas, mas também de crianças e adultos, além de artigos de toda a natureza", disse.

Jornal do Brasil Jornal do Brasil

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