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Atingidos por cheia recebem material de construção em Manaus

20 mai 2009
15h10
atualizado às 16h47

A Secretaria de Defesa Civil entregou a 545 famílias de Manaus (AM) kits com materiais para construção de pontes e passarelas nas áreas atingidas pelas cheias dos rios da região. Em cada kit, há 1 kg de pregos, 24 tábuas e 12 ripas ou caibros, usados para armação de assoalhos.

Moradores usam barcos para locomoção nas águas da cheia no Amazonas
Moradores usam barcos para locomoção nas águas da cheia no Amazonas
Foto: Defesa Civil AM / Divulgação

O kit madeira é usado pela população para construção das marombas: as pontes e passarelas que permitem o trânsito dos moradores sobre os verdadeiros rios que se formam neste período de cheias em frente às casas. Parte da madeira distribuída foi doada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O restante foi comprado pela prefeitura de Manaus.

Segundo a Defesa Civil, 19 bairros da capital do Amazonas estão alagados. Mais de 4,1 mil famílias foram atingidas. A zona sul da cidade é a mais prejudicada. Apesar de a enchente ter abalado a vida de pelo menos 16 mil pessoas, não há desabrigados em Manaus.

O Serviço Geológico do Brasil informou que o nível do Rio Negro em Manaus - base para medição da cheia no Amazonas - atingiu nesta quarta-feira a marca dos 29,09 m. Desde o último dia 15, a média de subida do nível do rio Negro baixou e tem se mantido em 1 cm por dia.

Na avaliação do engenheiro hidrólogo Daniel de Oliveira, apesar de o rio ter subido menos nos últimos dias, ainda não é possível dizer se isso representa a vazão das águas. "Temos que esperar para ver. Pode ser que volte a subir mais, mas a tendência é que o processo de cheias esteja terminando", avaliou.

Mais chuva

Segundo dados da Defesa Civil, os desastres provocados por fortes chuvas e enchentes nas regiões Norte e Nordeste deixaram 254.340 pessoas desalojadas (hospedadas com amigos ou familiares) e 123.510 desabrigados (tiveram de deixar suas casas e dependem de abrigos públicos).

Segundo as informações, que foram notificadas pelas defesas civis estaduais, 45 pessoas morreram por causa dos desastres em oito Estados: Ceará (15), Maranhão (10), Bahia (sete), Alagoas (sete), Paraíba (dois), Sergipe (dois), Pernambuco (um) e Santa Catarina (um).

Os danos causados pelo excesso de chuva atingiram 407 municípios localizados em 13 Estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Acre, Amazonas, Pará e Santa Catarina.

No Nordeste, o Maranhão, atualmente, é o Estado que tem o maior número de municípios atingidos (95), seguidos pelo Ceará (81), Piauí (41), Paraíba (29), Rio Grande do Norte (29), Pernambuco (14), Bahia (11), Sergipe (oito) e Alagoas (cinco).

No Maranhão, existem 76.840 desalojados e 44.070 estão desabrigados. No Ceará, são 38.568 desalojados e 25.994 desabrigados. Na Bahia, o número de pessoas desalojadas chega a 5.436 e de desabrigados, 2.188.

No Piauí e no Rio Grande do Norte, foram registrados 91.634 e 10.020, respectivamente, entre desabrigados e desalojados. Na Paraíba, são 5.402 desalojados e 1.488 desabrigados.

Em Pernambuco, existem 1.166 pessoas que estão desabrigadas ou desalojadas. Em Sergipe, a chuva deixou 572 desabrigados e 246 desalojados. Em Alagoas, 546 ficaram desalojados e 449, desabrigados.

Na região Norte, é no Estado do Amazonas onde se encontra o maior número de municípios atingidos (47), com 50.470 pessoas desalojadas e 9.136 desabrigadas.

No Estado do Pará são 35 municípios atingidos pela chuva com 6.275 desabrigados. No Acre, existem 2.105 desabrigados e 1.695 desalojados, em dois municípios atingidos. Em Santa Catarina, os danos causados pela chuva atingiram 10 municípios e uma população de 3.550 pessoas, deixando 3.333 desalojados e 217 desabrigados.

Agência Brasil Agência Brasil

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