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 Mesmo com consumo recorde, Lobão nega possibilidade de apagão
04 de fevereiro de 2010 13h02

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A cidade de São Paulo ficou às escuras Foto: Reinaldo Marques/Terra

São Paulo ficou às escuras em novembro de 2009
Foto: Reinaldo Marques/Terra

Laryssa Borges
Direto de Brasília

Após recordes de consumo de energia registrados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que não existe razão para que a população tema que ocorram novos apagões no País. Com as altas temperaturas do verão brasileiro, o consumo de energia teve pico nesta quarta de 70,4 mil megawatts, atingindo o terceiro recorde consecutivo na semana.

"As (usinas) térmicas não foram acionadas. Algumas poucas foram. Temos um sistema com muita segurança. O povo brasileiro não tem que se recear. O que está acontecendo é um consumo extra normal que se exige", afirmou o ministro ao participar do balanço de três anos de lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

"Como (houve) um pico a mais de energia, recorremos a umas poucas térmicas. Não há nada de anormal com isso. Está tudo em perfeita ordem. Nunca houve tanto investimento no Brasil em transmissão e em geração quanto agora", disse.

De acordo com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que também defendeu os investimentos do governo Lula no setor elétrico, no cenário atual brasileiro, não existe o risco de um grande apagão, como ocorreu em 2001 durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

"Quando se tem um pico ou um inverno fortíssimo no caso dos países europeus, ou um verão muito quente como no nosso caso, há um pico de demanda. Nós usamos um pedaço pequeno das nossas térmicas. Temos que fazer distinção entre apagão e aquilo que aconteceu (em novembro de 2009), o blecaute. No apagão se passa oito meses sem energia, não tem geração, não tem térmica para fazer funcionar. Outra coisa é, em um sistema que tem 100 mil km, se ter uma interrupção. Ela deve durar o menos possível, que dure minutos. Não é possível confundir as duas coisas", disse Dilma.

A queda simultânea de três linhas de transmissão da usina hidrelétrica de Itaipu, aliada a condições meteorológicas adversas, foram a causa, de acordo com o governo, do apagão de energia elétrica que colocou às escuras 18 Estados em novembro.

Terra