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Air France é condenada a indenizar famílias francesas por AF 447

12 jul 2011
11h02
atualizado às 11h15

A Air France e sua seguradora Axa foram condenadas nesta terça-feira a pagar mais de 400 mil euros em adiantamentos de indenizações às famílias de dois casais de passageiros do voo Rio-Paris, que caiu no Oceano Atlântico em 2009, segundo julgamento do Tribunal de Alta Instância de Toulouse.

Familiares prestam homenagem a vítimas brasileiras do acidente com avião da Air France
Familiares prestam homenagem a vítimas brasileiras do acidente com avião da Air France
Foto: Murilo Rezende / Futura Press

No que concerne à responsabilidade da companhia aérea, o juiz do tribunal de Toulouse ordenou o pagamento de 203.235 euros a uma família de Saint-Jean, próximo a Toulouse, e de 203.235 euros aos filhos e pais de um casal de Gironde.

Por outro lado, a queixa contra a Airbus pelo "defeito em um produto defeituoso" foi rejeitada pelo tribunal, que considerou que, com o processo penal e a análise do escritório francês de investigações e análises (BEA) em andamento, não é possível se pronunciar de maneira definitiva.

O acidente do AF 447
O voo AF 447 da Air France saiu do Rio de Janeiro com 228 pessoas a bordo no dia 31 de maio de 2009, às 19h (horário de Brasília), e deveria chegar ao aeroporto Roissy - Charles de Gaulle de Paris no dia 1º às 11h10 locais (6h10 de Brasília). Às 22h33 (horário de Brasília) o voo fez o último contato via rádio. A Air France informou que o Airbus entrou em uma zona de tempestade às 2h GMT (23h de Brasília) e enviou uma mensagem automática de falha no circuito elétrico às 2h14 GMT (23h14 de Brasília). Depois disso, não houve mais qualquer tipo de contato e o avião desapareceu em meio ao oceano.

Os primeiros fragmentos dos destroços foram encontrados cerca de uma semana depois pelas equipes de busca do País. Naquela ocasião, foram resgatados apenas 50 corpos, sendo 20 deles de brasileiros. As caixas-pretas da aeronave só foram achadas em maio de 2011, em uma nova fase de buscas coordenada pelo Escritório de Investigações e Análises (BEA) da França, que localizou a 3,9 mil m no fundo do mar a maior parte da fuselagem do Airbus e corpos de passageiros em quantidade não informada.

Após o acidente, dados preliminares das investigações indicaram um congelamento das sondas Pitot, responsáveis pela medição da velocidade da aeronave, como principal hipótese para a causa do acidente. No final de maio de 2011, um relatório do BEA confirmou que os pilotos tiveram de lidar com indicações de velocidades incoerentes no painel da aeronave. Especialistas acreditam que a pane pode ter sido mal interpretada pelo sistema do Airbus e pela tripulação. O avião despencou a uma velocidade de 200 km/h, em uma queda que durou três minutos e meio. Em julho de 2009, a fabricante anunciou que recomendou às companhias aéreas que trocassem pelo menos dois dos três sensores - até então feitos pela francesa Thales - por equipamentos fabricados pela americana Goodrich. Na época da troca, a Thales não quis se manifestar.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 

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