Tragédia em Congonhas

Tragédia em Congonhas

Quinta, 20 de novembro de 2008, 00h45 Atualizada às 10h38

Associação: culpa da TAM é maior que o apontado

O presidente da Associação de Familiares e Amigos de Vítimas do Vôo 3054 da TAM, Dário Scott, afirmou que a responsabilidade da empresa aérea pelo acidente que matou 199 pessoas em julho de 2007 é maior do que foi apontado na lista de indicados pela Polícia Civil. Scott, que perdeu uma filha de 14 anos no acidente, disse ainda que o inquérito comprova que a tragédia poderia ter sido evitada.

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Nesta quarta-feira, a Polícia Civil divulgou o nome dos 10 indiciados na investigação que apura as causas do desastre com o avião da TAM no aeroporto de Congonhas. Segundo a polícia, cinco funcionários e ex-representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) foram indiciados, além de três da Infraero e dois da TAM. A polícia aponta ainda a responsabilidade da Airbus, fabricante da aeronave.

Foram indiciados o brigadeiro José Carlos Pereira, ex-presidente da Infraero, Milton Sérgio Silveira Zuanazzi, ex-presidente da Anac; Luiz Kazumi Myada, superintendente de Infra-Estrutura Aeroportuária da Anac; Marcos Tarcísio Marques dos Santos, responsável pela Superintendência de Segurança Operacional da agência; e Jorge Luiz Brito Velozo, também responsável pela Superintendência de Segurança Operacional da Anac. Os cinco foram intimados por carta precatória.

Outros cinco, que moram em São Paulo, serão intimados entre segunda e terça-feira a comparecer à delegacia para o indiciamento: Denise Maria Ayres Abreu, ex-diretora da Anac; Marco Aurélio dos Santos de Miranda e Castro, diretor de Segurança de Vôo da TAM; Abdel Salam Abdel el Salam Rishk, ex-gerente de Engenharia de Operações da TAM; Agnaldo Molina Esteves, funcionário da Infraero que liberou a pista para o pouso; e Esdras Ramos, funcionário da Infraero que fez a avaliação para a pista ser liberada. Quando comparecerem à delegacia, os suspeitos serão novamente ouvidos pela polícia.

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